Noticias

Dólar chega a R$ 3,77 e turbulência suspende Tesouro Direto

Por trás da instabilidade está a recuperação da economia americana, que gera expectativa de um aumento da inflação que possa levar o banco central dos Estados Unidos a acelerar o processo de alta de juros no país

Em dia de forte instabilidade no mercado financeiro, o dólar bateu R$ 3,77 e a Bolsa chegou a cair quase 2% nesta sexta-feira (18), acompanhando o cenário externo.

Às 12h07, o dólar comercial subia 1,35%, para R$ 3,750. É o sexto dia de alta da moeda americana. O dólar à vista, no mesmo horário, tinha alta de 1,31%, para R$ 3,749. No mundo, o dólar ganhava força ante 26 das 31 principais divisas globais às 11h34.

A Bolsa brasileira recuava 1,25%, para 82.573 pontos, no horário.

As turbulências observadas no dólar e na Bolsa também afetaram os títulos públicos. O Tesouro informou que, devido à forte volatilidade nas taxas de juros dos títulos públicos nesta manhã, o Tesouro Direto foi suspenso às 9h50. A expectativa é de normalização por volta de 15h30 antes, a projeção era de que as negociações fossem retomadas meio-dia.

Por trás das turbulências está a recuperação da economia americana, que gera expectativa de um aumento da inflação que possa levar o banco central dos Estados Unidos a acelerar o processo de alta de juros no país.

“O mercado todo imaginava movimento de correção mais lento e gradual”, diz Paulo Saba, diretor de Tesouraria do Banco Daycoval. Para ele, parte da culpa das instabilidades é do próprio mercado. “Na hora que alguém grande começa a deslocar recursos olhando para taxas americanas e deslocando de emergentes para o dólar, tem um efeito manada.”

Os rendimentos dos títulos americanos com vencimento em dez anos, que encostaram em 3,12% nesta quinta-feira, recuaram para 3,077% nesta sexta. Uma semana atrás, estavam em 2,97%.

Para Alvaro Bandeira, economista-chefe da Modalmais, a percepção de risco maior para emergentes se mantém. “Além disso, [pesam] declarações sempre polêmicas de Donald Trump sobre dificuldades nas negociações comerciais com a União Europeia e também certo desdém com o próximo encontro com a Coreia do Norte”, afirmou, em relatório.

O CDS (credit default swap, espécie de seguro contra calote) também espelha o aumento da percepção de risco-país. O indicador avança 5,15%, a 204,2 pontos, no maior nível desde setembro do ano passado.

No mercado de juros futuros, os contratos mais negociados sobem. O DI com vencimento em julho de 2018 avança de 6,407% para 6,425%. O DI para janeiro de 2019 subia de 6,600% para 6,735%.

FONTE: FOLHAPRESS

FRNEWS TV: Intercâmbio técnico fortalece parceria entre SENAR Rondônia e SENAR Mato Grosso

CLIQUE NA IMAGEM ABAIXO E ACESSE NOSSO APLICATIVO NA NUVEM

COLUNISTAS

PUBLICIDADE

Acesse nossa Página do Facebook

RESENHA POLITICA

TEIA DIGITAL

  • Coluna Teia Digita: Micro e Pequenas empresas exige mudanças para enfrentar 2027 – Por Silvio Persivo

    Que nem promessa de político depois das eleições. “Estou tentando escrever uma autobiografia. Mas, não me lembro nem de ontem” (Keith Richard). BANCOS DE RONDÔNIA SUSPENDERAM ATENDIMENTO PRESENCIAL NA QUINTA-FEIRA Os bancários de Rondônia, que reivindicam reajuste salarial, mudanças nos benefícios, entre eles o vale-alimentação, e manutenção dos postos de trabalho, deixaram as agências bancárias […]