Agronegócio

A soja se expande em Rondônia e produtores têm acesso a tecnologias para melhorar a produção

Tanto em produção, quanto em valor de produção, a soja é o principal produto agrícola de Rondônia e a cultura está se expandindo, especialmente na região Central e Norte do estado

 Segundo o pesquisador da Embrapa Rondônia, Vicente Godinho, isso ocorre devido aos melhores preços das terras nestas regiões e pela proximidade com o porto “A saca de soja em Porto Velho, por exemplo, custa no mínimo oito reais a mais do que em Vilhena. Isso por conta da diferença do frete para chegar até o porto. Esta diferença conta muito no bolso do produtor”, explica Godinho.

O sojicultor Fernando Di Carlos tem lavouras em três municípios da região Norte do estado e aposta na produtividade da soja em Rondônia. “Encontramos um cenário bastante favorável aqui, com áreas planas que são recomendadas para a agricultura e boa logística por estarmos próximo ao porto. São fatores que nos motivaram a vir para o estado, agora estamos nos aperfeiçoando para tentar obter uma melhor produtividade a cada colheita”, conta Di Carlos, que veio com a família do Paraná há oito anos. O também produtor Nereu Mezzomo, da região de Ariquemes (RO), conta que tem ampliado as áreas em que cultiva soja e está gerando renda e boas oportunidades de negócios, assim como mais emprego no campo. “Quanto mais se produz mais se gera novos empregos e uma renda maior, o que contribui em grande forma para o município e o estado. A expansão da produção na região nos motiva cada vez mais para que chegue melhores técnicas. Todo mundo ganha com isso”, complementa Mezzomo.

Segundo dados do levantamento de janeiro de 2017 da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), houve um aumento de 3,4% na área plantada de soja em Rondônia para a safra 2016/17. Além disso, no estado o grão possui produtividade média de 3.028 kg/ha (Safra 2015/16), superior à média nacional que foi de 2.870 kg/ha na mesma safra. E a expectativa para esta safra é de que a produção chegue a 811 mil toneladas de soja. Para se ter ideia da expansão que vem acontecendo na região Norte do estado, nos municípios do Vale do Jamari a produção da soja aumentou mais de 70% em 2016, quando comparado ao ano anterior. Os dados mais expressivos na região foram os de Machadinho D’Oeste, em que houve aumento na produção do grão de 220% de 2015 para 2016. “Por estar perto do porto, a saca da soja no Vale do Jamari é até R$ 6 a mais do que o grão colhido em Vilhena (RO). Então, para o produtor é mais vantajoso produzir nesta região do que nos locais mais afastados do porto”, afirma o pesquisador Vicente Godinho.

As regiões de Rondônia com maior expansão da soja contam também com outro fator que contribui muito: o uso da soja para recuperação de pastagens degradadas. Os pecuaristas estão de olho no grão para a recuperação das áreas utilizadas para a criação de gado, por meio o sistema de integração Lavoura-pecuária. “Hoje não podemos mais abrir novas áreas então o aumento da produtividade só é possível com tecnologia e a implantação da lavoura é uma boa alternativa que a gente tem para minimizar o custo da recuperação do solo. Então hoje precisamos fazer a integração da lavoura com a pecuária com responsabilidade ambiental, com a manutenção do homem no campo produzindo mais e aumentando o estoque de alimentos para o mundo”, comenta o pecuarista Ivanir Gurgel do Amaral.

Godinho explica que, quando se fala em expansão da soja sobre novas áreas em Rondônia, não significa derrubar floretas, mas intensificar o sistema de produção agropecuário, tornando-o mais eficiente, produtivo e sustentável. O pesquisador conta que a soja ocupa pouco mais de 1% da área de Rondônia (260 mil hectares), que a pecuária está presente em cerca de 8 milhões de hectares e que toda a área de expansão de soja será onde hoje se pratica a pecuária. “Isso não quer dizer que haverá redução de rebanho, pelo contrário, irá aumentar. Pois os pecuaristas que integram esta atividade com a soja aumentam o rebanho, por conta da melhoria da qualidade do pasto e da intensificação do sistema de produção que ocorre”, arremata.

Mais tecnologia, mais produção e renda com responsabilidade ambiental

Para que produtores, técnicos e demais atores do agronegócio tenham acesso às mais recentes tecnologias da Embrapa e também possam ter opções de escolha no plantio de soja em Rondônia, a Embrapa realiza Dias de Campo sobre o grão para apresentar aos produtores diversas opções. Este ano, foram realizados cinco eventos nas principais regiões produtoras do estado (Vilhena, Porto Velho, Ariquemes, Castanheiras e Cerejeiras) no mês de fevereiro, reunindo público de mais de 600 pessoas interessadas no cultivo da soja. “A Embrapa tem um trabalho de melhoramento de soja em Rondônia em que os testes são realizados em diversos locais para podermos identificar as cultivares com maior potencial e indicarmos aos produtores do estado”, explica o pesquisador da Embrapa, Rodrigo Brogin. Ele complementa ainda que a atividade de pesquisa da Embrapa trabalha buscando materiais com maior resistência às pragas e doenças que afetam a cultura e com características que contribuem para sistemas de produção mais eficientes. Isto contribui para a sustentabilidade econômica, social e ambiental da agropecuária.

Como empresa pública atuando no mercado, a Embrapa tem um importante papel regulador ao disponibilizar diferentes alternativas tecnológicas para o produtor. A presença da Embrapa com cultivares competitivas de soja nos segmentos de transgênica (RR) e convencional é crucial para o País. Hoje a Empresa tem estrutura e conduz vários programas específicos de melhoramento de soja transgênica, bem como convencional, ao mesmo tempo. Trata-se de segurança para o produtor, que tem garantida sua opção de escolha com patamares de produtividade muito competitivos em todas as tecnologias.

BRS 7380RR: sucesso no Mato Grosso já chegou em Rondônia

Para este ano, uma das novidades trazidas para os Dias de Campo e Soja da Embrapa em Rondônia foi a cultivar BRS 7380RR, que possui ampla resistência a nematoides, praga que pode provocar grandes prejuízos para as lavouras. Por esta e outras características, a 7380RR já está sendo muito requisitada pelos sojicultores do Mato Grosso.

A BRS 7380RR é um dos destaques da nova geração de cultivares RR do programa de melhoramento genético da Embrapa. A cultivar é transgênica, livre de taxa tecnológica por patente, e possui ciclo precoce, grupo de maturidade 7.3, resistência ao herbicida glifosato, e associa a resistência às raças 3, 4, 6, 9, 10 e 14 do nematoide do cisto da soja (Heterodera glycines) com as resistências aos dois nematoides formadores de galhas, Meloidogyne incognita e Meloidogyne javanica, bem como apresenta baixo fator de multiplicação ao nematoide Pratylenchus brachyurus. Por estas características de resistências múltiplas a nematoides e seu ciclo precoce, permite a sua utilização no sistema produtivo em sucessão de culturas em regiões cujos solos apresentam histórico de problemas com os referidos nematoides, aumentando a sustentabilidade do sistema produtivo agrícola.

Os Dias de Campo de Soja da Embrapa realizados este ano contaram com a parceria do Programa Soja Livre; Sementes Quati; Ypameri Sementes; Agropel Sementes; Rical; BS&A – Bolsa de Sementes e Agronegócios; Central Agrícola; Nufarm; Sementes Faita; Tratoron – New Holland Agriculture; Agrofarm Consultoria e Pesquisa Agronômica; Fazenda Maia; Agropecuária Mezzomo; SOESP – Sementes Oeste Paulista; Bardal e ADAMA.

Fonte: Embrapa

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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