Rondônia

Municipio de Alto Alegre sem Delegacia: Governo Marcos Rocha é cobrado por abandono da segurança na Zona da Mata.

A população de  Alto Alegre dos Parecis, na Zona da Mata ,está enfrentando uma situação que acende um alerta sobre a estrutura de segurança pública oferecida pelo Governo de Rondônia.

A delegacia da Polícia Civil do município está fechada e as ocorrências policiais passaram a ser encaminhadas para a Delegacia de Polícia Civil de Rolim de Moura, obrigando moradores e envolvidos em ocorrências a percorrerem quilômetros em busca de atendimento.

A situação foi constatada in loco pela equipe de reportagem da Folha Rondoniense, durante visita realizada no município no último final de semana. O fechamento da  unidade representa uma mudança significativa na rotina de cidade que dependem de uma estrutura policial próxima para registrar ocorrências, realizar procedimentos e dar encaminhamento às investigações.

A centralização em Rolim de Moura não é apenas uma questão burocrática. Em situações de violência, furtos, roubos, ameaças e outros crimes, a distância pode representar dificuldade adicional para vítimas, testemunhas e familiares que precisam procurar a Polícia Civil.

A Delegacia de Policia de Santa Luzia, está praticamente paralisada, e as ocorrência são encaminhadas para a UNISP de Rolim de Moura

Registros oficiais da Polícia Militar de Rondônia confirmam que ocorrências de Alto Alegre dos Parecis já estão sendo conduzidas para Rolim de Moura. Em março de 2026,exemplo, dois suspeitos foram presos após disparos de arma de fogo e apresentados, juntamente com arma e munições, na Delegacia de Polícia Civil de Rolim de Moura.

Em outro caso recente, um homicídio registrado em Alto Alegre dos Parecis também teve o suspeito conduzido para a UNISP de Rolim de Moura, onde foram realizados os procedimentos cabíveis.

Para a reportagem da Folha Rondoniense, o cenário demonstra o que moradores consideram um enfraquecimento da presença da Polícia Civil na Zona da Mata. A população passa a depender de uma estrutura concentrada em outro município, justamente em uma região que necessita de investigação, prevenção e resposta rápida aos crimes.

A situação coloca o governo Marcos Rocha diante de uma cobrança: por que Alto alegre dos Parecis está  sem sua delegacia funcionando e  a população precisa recorrer a Rolim de Moura para registrar e encaminhar ocorrências, quase 60 km de distância.

Enquanto as respostas não chegam, cresce entre moradores a sensação de abandono e insegurança. A falta de uma estrutura policial civil permanente nos municípios é apontada como mais um fator que favorece a atuação de criminosos e aumenta a preocupação da população.

Na avaliação de moradores ouvidos pela reportagem, a Zona da Mata não pode ficar à mercê do banditismo por falta de estrutura. A segurança pública precisa estar presente onde o cidadão vive — e não apenas depois que o crime acontece.

 Da Redação Folha Rondoniense.

 

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RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. 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