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Inauguração Ponte Candeias: Marcos Rocha desdenhou, Luciana e Confúcio Estavam presentes

A empresária e pré-candidata a deputada estadual pelo MDB em Rondônia, Luciana Colares, participou nesta segunda-feira (4) de um dos eventos mais importantes recentes para a infraestrutura do estado: a inauguração da ponte sobre o rio Candeias, localizada na BR-364, em Candeias do Jamari. A agenda contou também com a presença do senador Confúcio Moura e do ministro dos Transportes, George Santoro, que liderou a entrega da obra.

A ponte, considerada estratégica para a logística regional, passou por um processo de recuperação estrutural após anos de desgaste e restrições no tráfego. A obra foi executada com tecnologias modernas de reforço, garantindo mais segurança e durabilidade à estrutura, além de melhorar significativamente o fluxo de veículos em um dos trechos mais movimentados da BR-364 . A rodovia é um dos principais corredores de escoamento da produção da região Norte, sendo vital para o transporte de cargas e integração econômica do estado .

Durante a cerimônia, Luciana Colares destacou a relevância da obra para o desenvolvimento de Rondônia. Segundo ela, investimentos em infraestrutura são fundamentais para impulsionar a economia e melhorar a qualidade de vida da população. “Essa ponte representa mais do que uma obra física. É desenvolvimento, é segurança e é avanço para todo o nosso estado e para a região Norte”, afirmou.

Ao lado do senador Confúcio Moura, que também participou ativamente da agenda com o ministro, Luciana reforçou que a entrega da ponte simboliza um novo momento para a logística estadual. Confúcio, por sua vez, ressaltou que a obra resolve um gargalo histórico na BR-364, garantindo maior fluidez ao tráfego e fortalecendo o escoamento da produção regional.

Além da inauguração da ponte, o ministro George Santoro também anunciou novos investimentos em infraestrutura, incluindo obras importantes nas BRs 364 e 429, somando mais de R$ 500 milhões em recursos para o estado . Entre os projetos, está a pavimentação do acesso ao Porto Novo, que deve retirar o fluxo de caminhões pesados da área urbana de Porto Velho e melhorar a logística de transporte .

Apesar da relevância do evento, um ponto chamou atenção e foi destacado por lideranças presentes: a ausência de deputados estaduais e federais na cerimônia. Apenas o senador Confúcio Moura representou o parlamento federal durante a inauguração, o que foi considerado lamentável por participantes .

Outro aspecto que gerou críticas foi a ausência de representantes do Governo de Rondônia no evento, mesmo se tratando de uma obra de grande impacto para o estado. Para Luciana Colares, a presença institucional seria importante para demonstrar unidade em torno de pautas estruturantes. “Quando se trata de desenvolvimento, todos deveriam estar presentes. É uma obra que beneficia toda a população”, pontuou.

A entrega da ponte sobre o rio Candeias marca um avanço significativo para a infraestrutura rondoniense, consolidando investimentos que visam fortalecer a integração logística e o crescimento econômico da região Norte. A participação de lideranças como Luciana Colares e Confúcio Moura reforça o debate sobre a importância de obras estruturantes para o futuro do estado.

FONTE: FOLHA RONDONIENSE

 

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RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. 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