Cidades

Vereador Marcos Combate denuncia ‘Farra dos Games’ e pede suspensão de pagamento milionário pela Prefeitura

O vereador Marcos Combate protocolou junto ao Tribunal de Contas do Estado de Rondônia (TCE/RO) uma Notícia de Fato apontando graves indícios de irregularidades na contratação do evento “Porto Velho Tecnogame”. A denúncia revela um gasto de R$ 2.000.000,00 (dois milhões de reais) realizado por inexigibilidade de licitação, em um momento de crise arrecadatória no município.

De acordo com o documento, a Prefeitura de Porto Velho, por meio da Secretaria Municipal de Turismo, Esporte e Lazer (SEMTEL), utilizou o Decreto nº 21.802/2026 para retirar recursos de áreas estratégicas para custear o evento. O remanejamento de R$ 2 milhões “sangrou” orçamentos de pastas cruciais:

R$ 600.000,00 retirados da Tecnologia da Informação (SMTI);
R$ 600.000,00 retirados do Fundo Municipal de Trânsito (SEMTRAN);
R$ 400.000,00 retirados da Infraestrutura (SEINFRA);
R$ 400.000,00 retirados da Procuradoria Geral do Município (PGM).

O vereador destaca que o orçamento de 2026 sofreu uma redução de aproximadamente R$ 301 milhões em relação ao ano anterior, o que exigiria prioridade em saúde e educação, e não em jogos eletrônicos.

A denúncia aponta falhas graves na cronologia do processo administrativo nº 014.000941/2025-51:

Documentos datados de 12 de janeiro de 2026 só foram assinados eletronicamente em 13 de fevereiro, indicando possível montagem posterior dos autos.

O Documento de Formalização de Demanda (DFD) não possui vinculação ao Plano de Contratações Anual (PCA), ferindo a Lei nº 14.133/2021.
Uma carta de exclusividade da empresa contratada (Ayra Hub Inovações e Tecnologia Ltda.) foi emitida em 08/01/2026, antes mesmo do pedido oficial de abertura do processo pela prefeitura.

O vereador Marcos Combate fez uma comparação direta com eventos similares realizados em Manaus. Enquanto na capital vizinha o investimento de R$ 2 milhões garantiu de 3 a 4 dias de evento para um público de 50 mil pessoas, em Porto Velho o contrato prevê apenas 2 dias de duração para um público esperado de 30 mil pessoas.

Além disso, a denúncia contesta a “inexigibilidade” (contratação sem disputa), provando que existem diversas outras empresas no mercado capazes de realizar o serviço, o que tornaria a licitação obrigatória para garantir o menor preço.

Diante da gravidade, o vereador solicita ao Tribunal de Contas:

-Medida Cautelar para suspensão imediata da contratação e dos pagamentos.

-Auditoria Especial no processo administrativo da SEMTEL.

-Encaminhamento do caso ao Ministério Público Estadual, Polícia Federal e Tribunal Regional Eleitoral para apuração de responsabilidades civis e penais.

“A necessidade administrativa não surgiu de planejamento interno, mas sim de iniciativa da própria empresa, criando a aparência de um processo formalmente estruturado para justificar uma contratação previamente definida”, afirma o vereador no documento.

CONFIRA DENÚNCIA NA ÍNTEGRA:  

FONTE: ASSESSORIA PARLAMENTAR –  CÂMARA MUNICIPAL DE VEREADORES
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