Extra

Emendas Pix serão destinadas para obras paralisadas, afirma Pacheco

Levantamento feito pelo Tribunal de Contas da União (TCU) aponta que o país tem um passivo de 8.603 obras paralisadas, que contam com financiamento de recursos federais

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), afirmou, nesta terça-feira (20/8), que as emendas  impositivas individuais, apelidadas de emendas Pix, devem ser destinadas a obras inacabadas. O dispositivo está suspenso desde a semana passada por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). 

Após encontro com a Corte, o Legislativo firmou um acordo para a liberação dos recursos, sob critérios de transparência e rastreabilidade dos recursos. “Houve um entendimento de que essa modalidade de transferência especial pode ser muito útil à execução Orçamentária do Brasil, sobretudo para situações em que há obras inacabadas”, disse Pacheco a jornalistas. 

“O objeto dessa emenda de transferência especial é garantir que o recurso não vá compor o Orçamento do município aleatoriamente. Terá uma finalidade específica e deve ser dirigido prioritariamente para a continuidade de obras inacabadas Brasil afora”, explicou. 

Um levantamento feito pelo Tribunal de Contas da União (TCU) apontou que o país tem um passivo de 8.603 obras paralisadas, que contam com financiamento de recursos federais. Esses dados são de outubro de 2023, menos de um ano atrás. Esse volume é parte de um montante de 21.007 obras existentes. 

Segundo o TCU, as obras paralisadas incluem a construção e ampliação de escolas, estradas e hospitais, entre outros. O setor da educação básica é o mais atingido, com 3.580 obras paralisadas. Na sequência, aparece o setor da infraestrutura e mobilidade urbana, com 1.854 empreendimentos parados. Depois, vem a saúde, com 318 obras que não foram concluídas. 

Se comparar com o passado, a porcentagem de obras paralisadas aumentou de 29%, em 2020, para 41% em 2023. No mesmo período, porém, o volume total de obras diminuiu significativamente – 6.119 obras a menos – apesar do aumento do investimento previsto. O valor total de recursos investidos passou de R$ 75,95 bilhões em 2020, para R$ 113,65 bilhões em 2023.

De acordo com Pacheco, a ideia é “fugir da burocracia”. “Permitir que haja a efetiva execução e realização de obras nos nossos mais de 5,5 mil municípios é algo que interessa à coletividade, interessa à sociedade”, reforçou. 

O presidente do Congresso afirmou ter sido uma decisão acertada. “É algo muito inteligente e interessante para o país, com a referência sempre da fiscalização no Tribunal de Contas da União (TCU) e dos órgãos de controle de modo geral, que devem também fiscalizar esses recursos”, completou. 

Bancadas e comissões 

Segundo os termos do acordo, as emendas de bancada deverão ser destinadas a projetos estruturantes, “para evitar que seja uma forma de travestir a emenda individual”. “A construção de um grande hospital, a execução de uma obra numa rodovia, a construção de uma barragem, de uma ponte… São exemplos de que podem ser usadas as emendas de bancada com critério de qualidade de gasto público”, citou o Pacheco. 

No caso das emendas de comissão, essas serão destinadas a projetos de interesse nacional ou regional, definidos de comum acordo entre Legislativo e Executivo, conforme procedimentos a serem estabelecidos em até dez dias. O presidente do Senado citou como exemplos os recursos destinados à saúde e à educação sendo vetada a individualização. 

FONTE: CORREIO BRAZILIENSE

FRNEWS TV: Intercâmbio técnico fortalece parceria entre SENAR Rondônia e SENAR Mato Grosso

CLIQUE NA IMAGEM ABAIXO E ACESSE NOSSO APLICATIVO NA NUVEM

COLUNISTAS

PUBLICIDADE

Acesse nossa Página do Facebook

RESENHA POLITICA

TEIA DIGITAL

  • Coluna Teia Digita: Micro e Pequenas empresas exige mudanças para enfrentar 2027 – Por Silvio Persivo

    Que nem promessa de político depois das eleições. “Estou tentando escrever uma autobiografia. Mas, não me lembro nem de ontem” (Keith Richard). BANCOS DE RONDÔNIA SUSPENDERAM ATENDIMENTO PRESENCIAL NA QUINTA-FEIRA Os bancários de Rondônia, que reivindicam reajuste salarial, mudanças nos benefícios, entre eles o vale-alimentação, e manutenção dos postos de trabalho, deixaram as agências bancárias […]