Brasil Produtivo

Com recorde de US$ 339,67 bilhões em vendas ao exterior, Brasil ganha 28 mil novos exportadores em 2023

Principal destino dos produtos brasileiros foi a China, onde exportações alcançaram US$ 105,75 bilhões, um aumento de 16,5%

O aumento da atuação das empresas brasileiras no comércio exterior é resultado, entre outros fatores, do saldo comercial. É o que afirma o governo brasileiro. O total de empresas exportadoras cresceu 2% em 2023, chegando a 28,5 mil. O principal destino dos produtos brasileiros foi a China.

O Brasil bateu o próprio recorde nas exportações em 2023, com US$ 339,67 bilhões, marca inédita que supera em 1,7% os números de 2022. No mesmo período, as importações registraram queda de 11,7% e fecharam em US$ 240,83 bilhões.

A combinação da importação e da exportação levou ao saldo comercial de US$ 98,8 bilhões. Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços mostram que houve crescimento de 1,7% nas exportações comparado o valor de janeiro a dezembro de 2023 (US$ 339,67 bilhões) com o mesmo período de 2022 (US$ 334,14 bilhões). Em relação às importações, houve queda de 11,7% entre o valor de janeiro a dezembro de 2023 (US$ 240,83 bilhões) com o mesmo período de 2022 (US$ 272,61 bilhões). Dessa forma, o valor da corrente de comércio totalizou US$ 580,51 bilhões. Corrente de comércio é a soma as exportações e importações em certo período. O resultado permite aferir a quantidade de recursos movimentados em transações comerciais no país.

Economista-chefe da Warren Investimentos e especialista em gestão pública, Felipe Salto avalia que o saldo comercial colabora para o crescimento econômico brasileiro. “Esse processo deve continuar em 2024. Por outro lado, precisamos avançar mais nos acordos comerciais, de modo a ampliar a corrente de comércio, isto é, a soma dos fluxos exportados e importados”, pondera.

Esse movimento, segundo Salto, precisa ampliar a integração brasileira com o resto do mundo, com foco em cadeias onde se possa turbinar a indústria de transformação nacional, que gera empregos de boa qualidade e com altos salários. “Para tanto, será importante a continuidade do processo de redução dos juros, mas também a consolidação fiscal e a preservação de compromissos mínimos nessa matéria”, completa.

No último ano, o principal destino dos produtos brasileiros foi a China. As exportações alcançaram US$ 105,75 bilhões, um aumento de 16,5% sobre 2022. É a primeira vez na história do comércio exterior brasileiro que as exportações para um único parceiro comercial ultrapassaram US$ 100 bilhões.

Por outro lado, houve queda nas exportações para dois parceiros de grande porte – Estados Unidos com diminuição de 1,5%, e União Europeia, com decréscimo de 9,1%. O crescimento das exportações foi puxado principalmente pela agropecuária (9%) e pela indústria extrativa (3,5%), enquanto as vendas totais da indústria de transformação tiveram queda de 2,3%.

Nos três setores, os produtos que mais se destacaram foram animais vivos, milho, soja, minérios, açúcares, alimentos para animais e instalações e equipamentos de engenharia civil.

O continente asiático, maior comprador dos produtos brasileiros em 2023. Para países da Ásia, o Brasil exportou principalmente soja, milho, açúcar, minério de ferro e óleos brutos de petróleo. Quanto às importações, houve queda nos três setores, sendo 21% na agropecuária, 27% na indústria extrativa e 10%, de transformação. Os principais recuos foram compras de trigo e centeio, milho, látex, batata, carvão, petróleo, gás natural, combustíveis e adubos e fertilizantes, segundo os dados compilados pelo ministério.

O economista Ricardo Braga destaca a importância da China nesse contexto de superávit como “um vigor importador”. Ele reconhece a relação dos números a partir das iniciativas de aproximação do governo entre China e Brasil, mas acredita que, “dados os prazos para que o comércio internacional vá da decisão de fazer algo até finalizar as transações e impactar na balança comercial, [essa aproximação] não deve ter sido tão decisiva já em 2023”.

O coordenador do Núcleo de Estudos dos Países BRICS da Universidade Federal Fluminense, Evandro Carvalho, destaca a importância da China como parceiro comercial brasileiro, mas alerta: “O Brasil precisa ter um plano de longo prazo para não depender demasiadamente da exportação de soja, óleo, frango, entre outros, para a China, que está procurando, também, diversificar seus fornecedores. Este é um tema fundamental.”

Carvalho chama atenção para a importância de se exportar mais do que importar, no sentido de que o país aumente as reservas em dólar, gerando um saldo positivo que pode servir para compor políticas governamentais. Por outro lado, ocorre a possibilidade de que seja necessária uma importação maior para atender de forma momentânea um determinado setor. “O debate que se deve seguir daí é o que este bom desempenho tem significado para a reindustrialização do país e qual o impacto no mercado interno. Assim, por exemplo, um mercado de exportação aquecido não pode se dar às custas do preço ao consumidor brasileiro do mesmo produto”, destaca.

Apesar de reconhecer como um bom sinal o superávit com exportações, o pesquisador associado do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas e sócio da BRCG Consultoria Lívio Ribeiro afirma que a surpresa dos números se deve a uma redução muito mais forte e antecipada das importações, o que não é, necessariamente, uma notícia positiva.

“Chama atenção que toda a parcela ligada ao ciclo de investimentos na economia brasileira – bens intermediários, de capital e de consumo durável – reduziu bastante no decorrer de 2023. Esse é um sinal um pouco ruim, porque a economia importou menos porque investiu muito menos. A médio prazo, sem investimento, não se tem como manter taxas de crescimento robustas e sustentáveis.”

FONTE: R7.COM

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

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COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. 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TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • COLUNA TEIA DIGITAL: BRASIL É O 8º MERCADO DE MÚSICA GRAVADA DO MUNDO – Por Silvio Persivo

    Com um faturamento de R$ 3,958 bilhões, crescimento de 14,1%, segundo a Pró-Música Brasil, o Brasil se tornou o 8º maior mercado de música gravada do mundo em 2025. Do total do faturamento cerca de R$ 3,4 bilhões vieram do streaming, que aparece como principal motor das receitas do setor.  Neste cenário, a Associação Brasileira da Música Independente (ABMI) amplia sua agenda de conexões comerciais por meio do BMK (Brazil Music Market), um projeto voltado à aproximação de artistas, selos e empresas com profissionais e oportunidades da indústria musical. Em outubro, são previstas ações no Formemus, no Espírito Santo, e, em novembro, na Semana Internacional de Música de São Paulo (SIM São Paulo). Para Talita Cordeiro, diretora-geral da ABMI, o avanço do mercado brasileiro precisa se traduzir em oportunidades concretas para as empresas independentes. A discussão envolve o acesso a novos mercados, a construção de parcerias comerciais e a capacidade de transformar a circulação internacional da música brasileira em negócios sustentáveis. FONTE: COLUNA TEIA DIGITAL –  POR SILVIO PERSIVO

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