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Governo finaliza semana em Brasília com tratativas e coloca Rondônia no radar dos investimentos da economia nacional

O governador do Estado participou de diversas reuniões com agentes da política pública nacional e tratou de temas relevantes ao desenvolvimento do Estado

O governador Marcos Rocha cumpriu uma extensa agenda nesta semana, em Brasília, a fim de colocar Rondônia no radar de investimentos estratégicos para o progresso do Brasil. Ele participou de diversas reuniões com agentes da política pública nacional e tratou de temas relevantes ao desenvolvimento do Estado, além de demonstrar o quanto Rondônia avançou nos últimos anos.

REFORMA TRIBUTÁRIA

Marcos Rocha participou, na terça-feira (13), de reunião com o relator da reforma tributária, o deputado federal Aguinaldo Ribeiro, juntamente aos governadores da região Centro-Oeste, e defendeu a economia rondoniense diante da proposta de que o imposto passe a ser cobrado no destino do bem ou serviço, e não mais na origem, o que gera prejuízo a estados produtores, como é o caso de Rondônia.

A migração dos impostos traz preocupação para os estados que são grandes produtores de alimentos, pois a mudança os deixa sem autonomia para usar as receitas geradas por esses impostos em investimentos em áreas estratégicas à população, como saúde, educação e segurança pública.

‘‘Precisamos garantir que o progresso do nosso Estado e o bem-estar da nossa população não sejam afetados pela proposta da reforma tributária, mas sim que, com diálogo possamos chegar a um resultado justo e bom para todo o Brasil’’, defendeu Marcos Rocha.

PONTE BINACIONAL E MAIS INFRAESTRUTURA

O governador reuniu-se, com a presidente da Caixa Econômica Federal – CEF, Rita Serrano

O governador reuniu-se, no mesmo dia, com a presidente da Caixa Econômica Federal – CEF, Rita Serrano, onde pontuou a necessidade do aumento de investimentos em obras e serviços estratégicos para o desenvolvimento de Rondônia, especialmente quanto à ampliação da oferta de moradias para população mais carente do Estado e obras de infraestrutura, inclusive na área da saúde.

Dando seguimento à agenda, Marcos Rocha participou de reunião com o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, onde reforçou a necessidade de avanços nas tratativas entre o governo brasileiro e o boliviano para construção da ponte binacional Brasil – Bolívia, ligando Guajará-Mirim, em Rondônia, a Guayaramerín, no Bêni. Para o governador, a ponte representará a integração de mercados pelo modal terrestre, por propiciar acesso com menor custo logístico aos portos do Pacífico.

‘‘Rondônia está em pleno desenvolvimento e precisamos ampliar o acesso a novos mercados consumidores, especialmente nos países vizinhos, assim também como encontrar uma logística melhor para importação. Nosso Estado já avançou muito e irá crescer muito mais’’, garantiu o governador. O Ministério das Relações Exteriores do Brasil garantiu que a pauta rondoniense será acolhida e terá desdobramentos em novas reuniões.

PRODUÇÃO DE ALIMENTOS

Com o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, Marcos Rocha disse que tem interesse em novos convênios com o Governo Federal

Dando prosseguimento às agendas em Brasília (DF), o governador Marcos Rocha reuniu-se na quarta-feira (14) com o ministro da Agricultura e Pecuária  – Mapa, Carlos Fávaro, onde destacou que o Estado apresenta evolução na produção de alimentos, e tem interesse em novos convênios com o Governo Federal para fortalecer o setor agrícola e o rebanho bovino. O Valor Bruto da Produção Agropecuária saltou de R$ 9 bilhões em 2019, para mais de R$ 20 bilhões em 2023.

O ministro também foi convidado por Marcos Rocha para estar presente, em 2024, na Feira agropecuária de Rondônia, a Rondônia Rural Show Internacional, considerada a maior da região Norte, que este ano foi realizada em maio, e quebrou seu próprio recorde ao alcançar mais de R$ 3, 5 bilhões em negócios realizados, o que mostra a força do setor agrícola em Rondônia.

As boas práticas de Rondônia foram elogiadas pelo ministro, que incentivou o Estado a estar presente nos grandes eventos nacionais e internacionais para que a produção rondoniense ganhe ainda mais visibilidade, e se colocou à disposição para alinhar políticas públicas conjuntas para o progresso do Estado.

A ministra firmou para uma parceria com o Estado, a fim de fortalecer a saúde pública e parabenizou a iniciativa do Governo de Rondônia

MATERNIDADE DE ALTA COMPLEXIDADE

Já na sexta-feira (16), Marcos Rocha apresentou em reunião com a ministra da Saúde, Nísia Trindade, o projeto para construção da primeira maternidade de alta complexidade, a fim de garantir mais um avanço para a saúde da população rondoniense.

‘‘Essa maternidade de alta complexidade é extremamente relevante ao Estado de Rondônia e população de estados vizinhos, pois Rondônia ainda não possui uma unidade de saúde na rede estadual específica para atendimento de gestantes, e desejamos ter uma estrutura digna e adequada ao atendimento das nossas gestantes e seus bebês’’, explicou Marcos Rocha.

Sensível à causa rondoniense, a ministra da Saúde acolheu o projeto, assegurou que o mesmo será analisado pela equipe técnica do Ministério da Saúde – MS; sinalizou positivamente para uma parceria com o Estado, a fim de fortalecer a saúde pública do Brasil, e ainda parabenizou a iniciativa do Governo de Rondônia em construir uma maternidade bem equipada e com uma estrutura de qualidade.

PORTO PÚBLICO DE PORTO VELHO

O porto de Porto Velho também esteve na pauta do governador em Brasília. Na quinta-feira (15), Marcos Rocha tratou sobre esse tema com o ministro de Portos e Aeroportos, Márcio França, e pontuou o interesse em ampliar a capacidade de cargas e descargas do porto, assim como modernizar a sua infraestrutura. Já na sexta-feira (16), as tratativas sobre o porto foi com o secretário especial da Receita Federal, Robinson Sakiyama.

O governador Marcos Rocha destacou que tem atuado para cumprir as portarias vigentes do órgão e que a estrutura, localizada às margens do rio Madeira, é essencial para modal de transporte de escoamento da produção que advém da Bolívia, Peru; Mato Grosso, Acre e Rondônia

Ainda nesse viés, Marcos Rocha ressaltou a importância de fortalecer o setor portuário de Rondônia. ‘‘Estamos em busca de fortalecer o desenvolvimento integrado, ordenado e sustentável do nosso porto, e também ampliar a movimentação de cargas, para gerar mais empregos e desenvolvimento’’, finalizou.

O governador espera colher bons resultados dos alinhamentos feitos em Brasília, e segue com sua missão de tornar Rondônia, o melhor estado para viver e trabalhar do Brasil.

FONTE: SECOM/RO

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

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COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. 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