Esporte

Consist, empresa da “operação Custo Brasil” tem contrato com governo de Rondônia

Ela foi contratada para migrar os sistemas da SEFIN ao custo de R$ 1,9 milhão

De volta

Após alguns dias parados em função de uma série de modificações que foram feitas em PAINEL POLÍTICO e da migração de parte de nossas operações para Brasília, voltamos com a coluna. Deixar registrado o agradecimento a todos que cobraram o retorno, é isso que renova a vontade de continuar escrevendo, mesmo quando a gente tem a impressão que fala sozinho.

Abrindo

Na semana passada o Brasil assistiu a prisão do ex-ministro de Lula e Dilma, Paulo Bernardo, e com isso, vieram à tona uma série de rolos feito pelo marido da senadora Gleisi Hoffman, a “narizinho”. Entre os rolos, descobertos pela “operação Custo Brasil” estava a criação do chamado “fundo Consist”, que era o canal de desvios de dinheiro dos empréstimos consignados de milhares de servidores públicos. A Consist é uma empresa de software que fez acordo com entidades contratadas pelo Planejamento na gestão de Paulo Bernardo, em 2010. Cabia à Consist gerenciar o dinheiro emprestado por milhões de servidores públicos.

Pois é

Segundo o procurador da República Andrey Borges de Mendonça, que integra a força-tarefa da Custo Brasil, “o esquema permaneceu durante mais de cinco anos. Não era um esquema isolado, um ato isolado. Era um esquema permanente e estável em que havia recebimento de valores altos, valores milionários. Em alguns casos, isso não se aplica a todos, se verificou atitudes fraudulentas para induzir em erro o juízo, como por exemplo, por meio da simulação de contratos de serviços após a deflagração da Pixuleco II, em agosto de 2015. Houve atos nesse sentido de tentar simular uma prestação de serviços”.

Mas olha só

A Consist foi contratada pelo governo de Rondônia em abril deste ano, ao custo de R$ 1.907.399 para fazer a migração dos bancos de dados da SEFIN. Não vou entrar no mérito do valor do contrato, se é caro ou barato, mas seria bastante razoável os órgãos de fiscalização darem uma boa olhada nesse contrato, cujo extrato pode ser encontrado na página 66 do Diário Oficial do Estado, do dia 12 de abril. Afinal, prudência e caldo de galinha nunca fizeram mal nenhum.

Tem mais

Em Rondônia, para quem não sabe ou não lembra, os tais empréstimos consignados deram uma tremenda dor de cabela a Confúcio Moura nos dois primeiros anos de seu governo. O sistema foi criado ainda no governo de José Bianco, e era gerenciado por José Batista. No governo Cassol a empresa era gerenciada por um oficial da PM e no governo Confúcio, um dos acordos que existia com Batista era a retomada do negócio, que rendia limpinho, todos os meses, R$ 400 mil. Mas era muito dinheiro para um Batista só e a confusão começou.

Confúcio Moura

Irritado com as presepadas protagonizadas pela turma da “mão grande”, resolveu que o Estado seria o responsável pelo gerenciamento dos contratos de consignação, e como lhe é peculiar, chamou a polícia para cuidar do caso. Nomeou uma equipe composta por 10 pessoas, sendo a maioria policiais civis. Mas, para entender como funciona a coisa, vou resumir, as entidades financeiras que querem vender dinheiro para servidor, tem que ser cadastrada no sistema. E para conseguir esse cadastro, normalmente elas dão alguns “mimos”. Isso foi comprovado na Operação Termópilas e no depoimento de José Batista, além é claro, de algumas instituições que falaram com a coluna no distante ano de 2012.

Naquela época

O pixuleco corria em torno de percentuais de consignados. Quanto mais o pessoal que administrava o sistema indicava determinadas instituições, mais eles ganhavam “mimos”. Por isso a briga foi feia. Os “mimos” eram por fora do lucro, ou seja, se Batista ganhava R$ 400 mil de lucro, ainda eram pagos “por fora” coisa de R$ 100 mil. Recentemente foi feita uma denúncia para que fossem auditados todos os contratos de consignações do governo. Estamos esperando o resultado. Se tudo que contiver na denúncia for comprovado, teremos a “Custo Rondônia”…fica olhando…

Pé de guerra

Um advogado se meteu em uma confusão na noite de sexta-feira e terminou levando uma surra da PM. Extra-oficialmente recebemos a informação que o advogado foi flagrado tentando se livrar de uma blitz da lei seca e foi fortemente agredido. A partir desse ponto, a confusão se complica. Evidente que nada justifica uma agressão dessa natureza, ainda mais partindo de agentes da lei. O problema é que essa cultura da violência é predominante nas fileiras da Polícia Militar de todo o país. O caso teve forte repercussão, a OAB se posicionou com firmeza e cobra a prisão dos militares envolvidos.

Contraponto

Ao mesmo tempo, a Assfapom, entidade que representa familiares de policiais militares, organizou nesta segunda-feira uma manifestação em frente à sede da OAB, em Porto Velho. Eles querem que a OAB “tenha coerência” em relação aos fatos ocorridos na sexta-feira. Em que pese o possível “abuso” por parte do advogado, a PM forçou a barra com uma “nota oficial” alegando que a vítima teria “caído”. Como eu disse, nada justifica tamanha agressão. Foi descontrole, despreparo e falta de bom senso. E a PM ia tão bem…

Violência sem fim…

E a coisa anda tão feia no Brasil que a Polícia Civil de São Paulo, acredite, fez um protesto nesta segunda-feira com um “sirenaço” contra a violência. Também na capital paulista um menino de 11 anos foi morto pela guarda municipal. No Rio de Janeiro dois policiais foram mortos no fim de semana e uma médica assassinada durante tentativa de assalto. Em Rondônia um PM foi assassinado com um tiro na cabeça com sua própria arma.

Até onde?

Os números da violência no Brasil não param de crescer e assustam ainda mais quando atinge a classe média. O país atravessa uma crise sem precedentes em todos os setores, da política á segurança, passando por educação e economia. Pior é não termos um sinal de recuperação á curto e médio prazo. No campo da política, as sucessivas ações contra corrupção mostram que não vai sobrar ninguém em Brasília.

Falando em crise

A FIMCA, que chegou a inaugurar uma faculdade em Vilhena onde pretendia ofertar o curso de Medicina, não vai mais. O MEC não liberou o curso. Com isso, dificilmente eles conseguirão manter a estrutura no cone sul. Medicina é o pote de ouro do ensino superior atualmente. A crise também acertou em cheio a rede de supermercados do Grupo Gonçalves, que na semana passada protocolou um pedido de Recuperação Judicial, alegando dívidas e necessidade urgente de suspender débitos junto a instituições financeiras. O Gonçalves é uma das maiores empresas do setor no Norte do país.

Clínica Mais Saúde informa – Fazer exercício ajuda a fixar aprendizado

Fazer exercício físico ajuda a reter o conhecimento, desde que praticado exatamente quatro horas depois do aprendizado. A conclusão é de um estudo publicado recentemente na revista científica Current Biology. Pesquisadores da Universidade Radboud, na Holanda, e da Universidade de Edimburgo, na Grã-Bretanha, submeteram 72 voluntários a um experimento em que tiveram que memorizar 90 associações entre imagens e lugares durante 40 minutos. Os participantes foram divididos em três grupos: o primeiro fez exercício logo após a sessão, o segundo praticou atividades quatro horas depois e o terceiro não fez nenhum exercício físico. A atividade consistiu em 35 minutos em uma bicicleta ergométrica a um ritmo cardíaco de 80% do número de pulsações máximo de cada participante por minuto. Dois dias depois, os voluntários foram testados para verificar quanto lembravam do que haviam aprendido, enquanto tinham imagens de seus cérebros captadas por ressonância magnética. Embora não saibam exatamente de que forma os exercícios físicos contribuem para a consolidação do aprendizado, os pesquisadores acreditam que tenha a ver com a produção de neurotransmissores – como a dopamina e a noradrenalina – que podem melhorar a consolidação da memória, durante a atividade física.

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • COLUNA TEIA DIGITAL: Confiança Empresarial diminui com cenário econômico de incerteza – Por Silvio Persivo

    Insistir é preciso. “De tudo ficaram três coisas: A certeza de que estamos começando. A certeza de que precisamos continuar. A certeza de seremos interrompidos antes de terminar. Portanto, devemos fazer da interrupção um caminho novo. Da queda, um passo de dança. Do medo, uma escada. Do sonho, uma ponte. Da procura, um encontro” (Fernando Sabino). IV SIMPÓSIO DE CIÊNCIA E PESQUISA A da Fundação de Amparo ao Desenvolvimento das Ações Científicas e Tecnológicas e à Pesquisa do Estado de Rondônia (Fapero) com o objetivo de aproximar a sociedade da comunidade científica e apresentar os seus resultados nos projetos apoiados pela instituição,) realiza o IV Simpósio de Ciência e Pesquisa (Simfap), nos dias 5 e 6 de novembro. O evento reúne pesquisadores para compartilhar seus trabalhos, fortalecer a ciência, a tecnologia e a inovação no estado.. O evento om palestras, mesas-redondas, debates e apresentações de trabalhos científicos será realizado no Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia (TRE-RO), na Avenida Presidente Dutra, nº 1889, em Porto Velho, e as inscrições estão abertas até o dia 4 de novembro, O presidente da Fapero, Paulo Renato Haddad, disse que o Simfap já se tornou uma tradição “Mais do que apresentar resultados, o evento é uma forma de dar transparência aos investimentos realizados em ciência, tecnologia e inovação, aproximando a população das pesquisas e demonstrando como esses recursos estão contribuindo para o desenvolvimento de Rondônia”. COMEÇOU O PERÍDO DE DECLARAÇÃO OBRIGATÓRIA DE REBANHOS Começou neste último domingo (1º), o período para a segunda etapa da declaração obrigatória de rebanhos em Rondônia. A atualização cadastral deve ser realizada até 30 de novembro pelos produtores rurais que criam bovinos, bubalinos, ovinos, caprinos, suínos, equídeos e aves. O procedimento é realizado junto à Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril do Estado de Rondônia (Idaron). Durante o período, a emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA) fica condicionada à regularização das informações cadastrais e os produtores só poderão movimentar os animais para transporte ou comercialização depois de feitaa declaração do rebanho. No sistema Idaron Online, os pecuaristas vão classificar o gado como leiteiro ou de corte e informar os números de nascimentos e mortes desde maio. Também será necessário indicar a faixa etária dos animais, especificando quantos, entre os nascidos depois da primeira etapa da declaração, têm de quatro a seis meses e quantos têm de um a três meses de idade. Por fim deve ser feito o ajuste automático do total dos rebanhos no sistema, a partir das alterações informadas pelo produtor. A A atualização cadastral, como se sabe, é necessária para manter o status sanitário de Rondônia como área livre de febre aftosa sem vacinação. CONFIANÇA DOS EMPRESÁRIOS DIMINUI COM CENÁRIO ECONÔMICO DE INCERTEZA Segundo o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), apurado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), os empresários do comércio, no último e mais forte trimestre para o setor no ano, estão menos otimistas, com menos planos de expansão e contratação. O Icec registrou um recuo de 2,7% em outubro, resultado das incertezas do cenário econômico e apresentou sua quarta queda consecutiva e a mais intensa desde julho, já descontados os efeitos sazonais. Com este resultado, o indicador reduziu para os 96,7 pontos, ficando abaixo do nível de neutralidade e atingindo o valor mais baixo desde maio de 2021, na pandemia, quando marcou 94,5 pontos. Para o presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros, “O comércio acende um alerta para todo o país ao entrar no período mais lucrativo do calendário, sob cautela. Quando o empresário pisa no freio das contratações e dos investimentos, toda economia desacelera, reflexo direto das incertezas nos âmbitos fiscal e monetário que travam as decisões de negócios neste último trimestre”, analisou. Em Rondônia, a situação é um pouco melhor mesmo com o Icec caindo de 107,3 pontos para 105,9 pontos, ou seja, uma queda de -1,3%. Rondônia, em geral, possui um comportamento mais otimista e resiliente, mas, ainda assim, o presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia-Fecomércio/RO, Raniery Araújo Coêlho, afirmou ser preciso “Maior previsibilidade, segurança jurídica e políticas monetárias que reduzam os custos das operações do nosso setor. O comércio, nas condições atuais, mesmo querendo expandir e gerar postos de trabalho sofre com a falta de um ambiente mais favorável para manter o crescimento”. E também aconselhou os empresários a realizarem promoções e facilidades maiores para atrair os clientes neste final de ano. REINCIDÊNCIA DE INADIMPLENTES BATE RECORDE Um sintoma deste problema é o fato do Indicador de Reincidência de Pessoas Físicas, apurado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), em setembro, revelar que se verificou o maior recorde no número de consumidores negativados nas listas de inadimplentes. Em setembro de 2026, do total de negativações, 87,44% foram de devedores reincidentes, ou seja, consumidores que já tinham aparecido no cadastro de inadimplentes nos últimos 12 meses. Acrescente-se que no universo de reincidentes, a maior parte, 67,05%, ainda não havia quitado as pendências antigas e foi negativada novamente. Outros 20,38% tinham saído do cadastro de devedores nos últimos 12 meses, mas retornaram. Apenas 12,56% dos negativados em setembro não estiveram com restrições no CPF ao longo do último ano. Mais: o tempo médio decorrido entre o vencimento de uma dívida e o vencimento das demais pendências para os reincidentes foi de 72,5 dias. Isto significa que, em média, depois de cerca de 2,4 meses do vencimento de uma dívida negativada, outra dívida já vence. Também se observa que houve um crescimento de 18,28% no número de devedores reincidentes, os que já haviam aparecido no cadastro de inadimplentes, na comparação com os 12 meses anteriores. É uma forte indicação de que o programa Desenrola não deu certo. AUTOR: SILVIO PERSIVO –  COLUNA TEIA DIGITAL

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