Resenha Politica

Há uma pressão enorme no governador Marcos Rocha para que troque imediatamente os diretores do DER/RO – Por Robson Oliveira

Não é justo agora, após uma eleição decidida voto a voto, que membros do PP, de olho nas eleições de 2026, queiram impedir que um dos seus dirigentes contribua com a governabilidade

JABOTI

Quem conhece os bastidores da política sabe quando um político ou um astuto coronel mexe em surdina para derrubar alguém do grupo que ocupa cargo indicado pelo partido em primeiro escalão governamental. É o que está parecendo em relação a Luis Paulo, Secretário de Estado da Agricultura. Indicado ao cargo pela direção do PP, coincidentemente a esposa é a deputada federal Jaqueline Cassol. Luís está sendo fritado por quem diz ser o verdadeiro mandatário da legenda (PP), embora não seja seu presidente de fato e de direito. 

FRITURA

Nos poucos dias que assumiu a condução da política estadual de agricultura, Luís Paulo imprimiu um bom ritmo de trabalho e tem tentado dialogar com os setores antagônicos que tanto criticam o agronegócio. É um jovem bem articulado, preparado e de bom trato. A fritura política pela qual tenta minar o trabalho executado pelo rapaz é um repeteco de uma prática antiga e repugnante de uma política atrasada que aposta no caos como forma de uma oposição extremada que torce para que o governo dê errado. 

RASTEIRA 

Tanto a deputada federal Jaqueline Cassol quanto o esposo Luís Paulo estiveram ostensivamente ao lado do governador na eleição do segundo turno. Uma disputa que foi resolvida em favor de Marcos Rocha graças à capacidade do governador e seu chefe da Casa Civil, Junior Gonçalves, em arregimentar bons apoios que ajudaram a derrotar Marcos Rogério, candidato ao governo pelo PL. Não é justo agora, após uma eleição decidida voto a voto, que membros do PP, de olho nas eleições de 2026, queiram impedir que um dos seus dirigentes contribua com a governabilidade. 

DER

Há uma pressão enorme no governador Marcos Rocha para que troque imediatamente os diretores do DER. As críticas vêm de quase todos aliados, especialmente dos prefeitos do interior. O nome de Tiago Lage foi especulado para a vaga, no entanto, o governo resiste em entregar aos aliados a pasta e pretende que seja gerida por alguém próximo ao governador. 

DETRAN 

Pelas conversas entabuladas entre o governador e o deputado federal Léo Moraes caberá ao PODEMOS a indicação dos principais cargos do Detran. O partido indicou três dos seus filiados para a transição: Oscar Dias, Felipe Jeferson e Tiago Catanhede. Os nomes indicados não significam que serão estes os dirigentes do órgão, uma vez que o partido é quem indicará. 

CAPACIDADE

O partido quer que o próprio Léo Moraes assuma a Diretoria Geral do Detran em razão das qualificações que são enormes, entretanto, o deputado resiste e caso assuma  quem ganha é o governo por entregar um órgão importante a um político sério e exigente com as responsabilidades pelas quais se dedica em tempo integral. 

CANDIDATURA

Quanto a uma eventual candidatura a prefeito da capital Léo Moraes tem repetido que não há nenhum projeto eleitoral de cunho pessoal em andamento. E que candidaturas se constroem com o tempo e com grupo e no momento está concentrado em concluir o mandato de deputado federal redobrando o trabalho para carrear recursos para Rondônia. Segundo avaliação feita a este cabeça chata, uma candidatura majoritária não depende apenas da vontade individual mas também de outros fatores políticos que cada momento eleitoral impõe. Para Léo, é hora de reconstruir o partido e ajudar o estado em seu desenvolvimento. No momento não cogita candidatura.    

REGABOFE

Os salões mais requintados do Hotel Copacabana Palace (o mais badalado da rede carioca) abriram suas portas para receber convidados ilustres de todo o Brasil e de Rondônia para o casamento do vice-prefeito de Porto Velho e deputado federal diplomado, Maurício de Carvalho, no último final de semana. A festa foi black tie e os laureados para o regabofe, após o enlace religioso, degustaram um menu assinado por um sofisticado buffet do Rio de Janeiro. Os noivos firmaram os votos sob os aplausos dos convivas e parentes. Parte do mundo político compareceu ao selecionadíssimo casório. 

INVESTIMENTOS

Os municípios de Ariquemes, Santa Luzia, Vilhena, Cerejeiras e Urupá receberam investimentos na ordem de 162 milhões de reais em obras de novas subestações para melhoria de energia. O aumento da capacidade de fornecimento energético permite  que os municípios ofereçam aos investidores as condições objetivas para que as empresas possam se instalar com planejamento e energia adequada. É a Energisa ajudando no desenvolvimento estadual, seja na modernização do seu parque, seja na geração de novos postos de trabalho. 

AVISO

Mesmo com os reiterados avisos da coluna sobre responsabilização de pessoas que promoveram protestos antidemocráticos, eis que o ministro Alexandre Moraes determinou dezenas de buscas e apreensões e cerceamento da liberdade de alguns desses insurretos mais exaltados. Em Rondônia, novas prisões e novos indiciamentos vão ocorrer após a posse presidencial. Os organizadores e financiadores desses movimentos estão todos sendo identificados. Quem viver verá. 

VENENO

O senador Acir Gurgacz (PDT) está sendo muito criticado por acelar a toque de caixa e sem discussão a PEC denominada do veneno. Trata-se de mudança substacial na legislação que impedia a produção e comercialização de agrotóxico usado na agricultura para prevenção de pragas que causam problemas enormes a saúde humana. Os ambientalistas acusam o senador rondoniense de aprovar uma PEC de interesse da indústria química que supostamente é nociva a vida humana. 

NATAL

A coluna deseja aos leitores um feliz Natal renovando os votos de compromisso com uma coluna independente para 2022, sem a preocupação de agradar quem quer que seja. Muitas vezes nossas observações e avaliações políticas são criticadas por alguns leitores, mas para ser uma coluna vibrante e merecedora de leitura a crítica é fundamental. Retorno ano que vem com mais vigor. Boas festas!

AUTOT: ROBSON OLIVEIRA –  COLUNA RESENHA POLITICA

* A opinião dos colunistas colaboradores são de sua inteira responsabilidade e não reflete necessariamente a posição da Folha Rondoniense

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

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COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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