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Em dois anos, Agevisa recolheu mais de 130 mil testes para detectar a covid-19, em Rondônia

No período de dois anos foram realizadas 362 viagens para recolhimento das amostras

Importante ação desenvolvida pela Agência Estadual de Vigilância em Saúde – Agevisa, o recolhimento de amostras para diagnóstico da covid-19, contabilizou no mês de março de 2022, quando completou exatos dois anos de pandemia, 133.172 amostras coletadas, garantindo o diagnóstico padrão ouro realizado pelo Laboratório Central de Saúde Pública de Rondônia – Lacen, em Porto Velho.

No dia 25 de março, após ser publicada Nota Técnica, a Agevisa informou a redução da coleta de amostras, tendo em vista a diminuição de casos graves da covid-19 e utilização de Teste Rápido para detecção do coronavírus, por parte dos municípios. Mas, para registrar a relevância desta ação, a Agevisa elaborou uma matéria especial com o depoimento de profissionais da área da Saúde, que contribuíram com o recolhimento das amostras, em todo o Estado.

No período de dois anos foram realizadas 362 viagens para coleta das amostras envolvendo profissionais de diversos órgãos, como Agevisa, Secretaria de Estado da Saúde – Sesau, por meio das Regionais de Saúde e prefeituras municipais dos 52 municípios rondonienses.

O diretor-geral da Agevisa, Gilvander Gregório de Lima, ressalta a relevância deste trabalho, desenvolvido com empenho e assiduidade por parte das equipes da agência.

“Foram dias intensos de dedicação de nossos técnicos, que cumpriram uma rotina disciplinada e rigorosa em busca dos testes, para levar diagnóstico rápido a população de nosso Estado”, reconhece o diretor.

REGIONAL DE ARIQUEMES

A gerente regional de saúde do município de Ariquemes, Rosecleia da Silva, endossa as palavras do diretor: “A Agevisa está de parabéns, no sentido de organizar essa logística, tendo em vista que os municípios não precisaram se deslocar até Porto Velho para entregar os testes. Esse papel foi recebido com grande valia. Nós, enquanto Gerência Regional replicamos a ação, prestando apoio aos municípios buscando receber em tempo hábil as amostras”, resume.

REGIONAL DE CACOAL

Na Regional de Cacoal, Rita de Cássia Passarelo e Dalva Chader, também falaram sobre o trabalho de coleta das amostras: “É muito bom, porque você sabia que os municípios trariam as amostras e no dia certo, na data certa era enviado para Porto Velho, para o Lacen examinar. Tínhamos a certeza que as amostras não ficariam paradas na Regional”, pontua Rita de Cássia Passarelo.

Checagem da documentação, uma importante ação no recolhimento das amostras

Ela define ainda que o exame como o destino certo, facilitando a vinda da resposta, seja, ela negativa ou positiva, o mais rápido possível. “A pessoa quando está doente está precisando de ajuda e a pronta resposta cumpre em partes essa função, porque a partir do resultado o paciente estará pronto para ser tratado, ter alta do hospital se estiver internado, ou se tiver em sua casa, voltar aos seus afazeres. Temos o maior respeito por isso”.

Dalva Chader fala sobre a integração das equipes em manipular as amostras até que cheguem ao Lacen. “Nossa Regional é pequena, mas temos ótimos técnicos, profissionais muito responsáveis. A gente tem certeza que esse material está sendo armazenado como deve ser e está sendo enviado para Porto Velho com a maior seriedade. Temos essa tranquilidade”, acrescenta.

As técnicas ressaltam, também, o apoio para trabalhos técnicos que as equipes proporcionam. “Se a gente tem alguma coisa para enviar para a Capital, além da coleta da covid-19, as equipes da Agevisa tem o maior prazer em nos atender; nunca foi extraviado nada. As amostras da covid-19, sempre chegaram bem, sem faltar, sem trocar. A maior gratidão que tenho é que somos compostos por uma rede, a gente não fez nada sozinho. Somos uma equipe, muito engrenada e todo mundo trabalhou bastante”, reitera Rita de Cássia.

REGIONAL DE VILHENA

O gerente regional de Saúde da Sesau de Vilhena, Sérgio Souza Matos, explica como foi realizada a dinâmica no município. “Houve uma verdadeira integração entre Estado e municípios na coleta das amostras: as equipes da Agevisa ficavam aqui um dia inteiro recebendo as amostras das localidades. As cidades, por sua vez, ligavam e agendavam o horário para vir entregar e a equipe ficava à disposição nesses horários. Alguns agendavam 7 horas, outros meio-dia, outros 16h e até 18 horas, ou seja, não havia horário definido, mas a equipe estava sempre à disposição. Então só temos a agradecer, porque para o diagnóstico dos testes, a única despesa que o município teve foi com o transporte dos materiais de sua cidade até a Regional de Saúde de Vilhena, o restante foi tudo por conta do Governo de Rondônia”, pontua.

REGIONAL DE ROLIM DE MOURA

Salete Guiller e Nerdilei Pereira, da Regional de Saúde de Rolim de Moura, explicaram que a dinâmica de recebimento das amostras foi a seguinte: os municípios levavam o material à Regional de segunda a domingo. De segunda a sexta-feira, das 7h30 às 13h30, e no período da tarde, das 16h às 17h de segunda a domingo, independente de ser feriado.

Profissional de Saúde checando as amostras

“Todas as amostras passam pela Regional, as documentações são conferidas, amostras recebidas, armazenadas, temperatura monitorada (dever ser entre 2 e 8 graus celsius), e depois encaminhada ao Lacen, com a equipe de Porto Velho. Depois que sai da Regional, o tempo médio de resposta é de 48 horas”, explica Salete Guiller.

A gerente regional, Nerdilei Pereira, diz que a dinâmica do trabalho propiciou fortalecimento de laços com os municípios e até foi criado um grupo de WhatsApp só para o recebimento das amostras. “Às vezes o pessoal de Porto Velho estava aqui para levar as amostras e alguns municípios, mais distantes, como exemplo Seringueiras ou Parecis, tinham o risco de atrasar, mas iam avisando no grupo e as equipes aguardavam. Fortalecemos a amizade profissional e as equipes que recebem as amostras perceberam essa integração e também fazem parte deste bom relacionamento”.

REGIONAL DE JI-PARANÁ

O gerente Regional de Ji-Paraná, Alexandre Mates Tavares,  explica a dinâmica e até mesmo sofrimento enfrentado por algumas cidades para a entrega das amostras. Nosso trabalho foi desenvolvido assim: os municípios geralmente coletam à noite, outros bem cedo para chegar em tempo hábil. Geralmente as amostras começavam a chegar a partir das 8h da manhã, dependendo da distância das localidades. Temos, por exemplo, o município de Vale do Anari, que é bem distante e dele recebíamos até às 11h. O empenho das cidades sempre foi muito grande e importante para que as amostras pudessem chegar a tempo e a população tivesse o resultado em mãos o mais rápido possível”, destacou.

Amostras precisam ser condicionadas na temperatura adequada

A secretária da Comissão Intergestores Regional, Carla Shutz, que também atua na Regional de Ji-Paraná complementa ressaltando o trabalho em equipe: “Tivemos dias difíceis. Aos finais de semana, por exemplo, trabalhava somente uma pessoa, que tinha que dar conta de receber os documentos, conferir, receber as amostras, checar amostra por amostra e armazenar. Quando a equipe da Agevisa estava em trânsito ia avisando, enquanto preparávamos a caixa para ser recolhida. Foi um trabalho árduo; trabalhamos intensamente, muitas vezes bem cansados, ainda assim, quando encerrava o expediente, se algum município precisasse de ajuda, continuávamos trabalhando”.

LONGAS DISTÂNCIAS

Alexandre Mates Tavares detalhou como foi a logística para municípios distantes como Costa Marques. “Era uma luta porque eles têm que coletar no fim do dia, sair muito cedo com as amostras para chegar aqui em tempo hábil, se não tiver nenhuma intercorrência na estrada. Quando eles têm alguma intercorrência, entravam em contato e a equipe da Agevisa aguardava. Tudo para não perder as amostras. E assim também foi com Vale do Anari e Theobroma. Foi muito tenso para Costa Marques e São Francisco, mas conseguimos”, lembra.

E para finalizar, Alexandre Mates Tavares, fala da importância do profissionalismo e integração entre todas as equipes: “Temos uma boa equipe trabalhando. Todos abraçaram a causa. E a equipe do Estado está sempre à disposição; a qualquer hora, qualquer dia, qualquer momento e sempre tem reposta rápida para todos nossos questionamentos”.

A coordenadora estadual das ações da covid-19 na Agevisa Flávia Serrano, resume o desenvolvimento das ações: “Foram dois anos de muita experiência, que vamos levar para o resto da vida. Adquirimos muito conhecimento nessa situação, que muitas vezes a gente acha que sabe e vem um vírus mostrando que a gente tem muito a aprender”, considera.“Mesmo com a diminuição do transporte, as coletas para realização do RT-PCR em todo Estado são necessárias, é por meio dessa técnica que temos a possibilidade de vigilância genômica. Precisamos continuar conhecendo sobre as variantes circulantes em Rondônia”, complementa.

DEDICAÇÃO

Também houve nesses dois anos de recolhimento das amostras, empenho pessoal de profissionais que buscaram superar obstáculos e traumas.

Exemplo de como as amostras são transportadas até chegarem ao Lacen

Surlange Freire Ramalhaes, chefe do Núcleo de Doenças Imonopreviníveis da Agevisa, perdeu um cunhado e mãe para a covid-19, quando não havia vacina contra o coronavírus e buscou no desempenho de sua função, força para ajudar pacientes de todo o Estado a buscarem resposta rápida para o resultado do exame. “Nossa atividade começou na segunda quinzena de março de 2020, acontecia todo dia par do mês; então durante um mês realizávamos até 15 viagens de Porto Velho até Vilhena para buscar as amostras de covid-19”, conta.

Ela explicou que a logística funcionava da seguinte forma: o veículo saia da Regional de Porto Velho, passava pelas Regionais de Ariquemes, Ji-Paraná, Rolim de Moura, Cacoal, chegando até Vilhena. Em Vilhena, as equipes aguardavam as amostras dos municípios pertencentes a essa Regional, acondicionavam em caixas térmicas; no terceiro dia, às cinco horas da manhã, o veículo descia sentido Porto Velho recolhendo as amostras nas demais Regionais. Além do recolhimento de amostras, as equipes deram suporte para as ações como, o transporte dos kits RT PCR, de insumos, documentos e outros materiais que tinham urgência de serem entregues, tanto nos Hospitais Regionais quanto em Porto Velho. A técnica se emociona ao lembrar que por trás dessas ações há profissionais envolvidos em busca de ofertar o seu melhor para impactar positivamente a vida do cidadão de Rondônia.

“Eu acredito que não existam palavras para dizer o quanto é gratificante fazer esse trabalho. Se a gente for parar para pensar com a razão, é um trabalho bem difícil. São dois dias e meio na estrada; a gente saía cinco horas da manhã de Porto Velho, chegava em Vilhena entre 18h e 19h, passava o segundo dia à disposição dos municípios desta Regional, aguardando as amostras. No terceiro dia pegávamos a estrada de volta para Porto Velho. Tudo muito bem cronometrado para não correr o risco de perder nenhuma amostra, para que chegasse dentro do prazo, levar a resposta o mais rápido possível a paciente e famílias aquele município”, ressalta Surlange Ramalhaes.

Sulange Ramalhaes comenta que equipes realizavam até 15 viagens por mês para transportar os testes

“Quando a gente fala da razão, é tudo muito rápido, você não consegue pensar, mas quando a gente fala com o coração é uma sensação gratificante. Nós, no meio de uma pandemia e essa equipe faz com maior prazer essa viagem, para buscar, servir, fazer o nosso trabalho de formiguinha, voltado única e exclusivamente para dar uma resposta para a população”, comenta a técnica.

O motorista da Agevisa há cinco anos, Edmilson Cardoso Marques, faz parte da equipe que realiza o transporte das amostras. Conta que em novembro de 2020 chegava de uma viagem do interior quando recebeu a notícia de que deveria fazer o teste de covid-19, pois sua colega havia positivado. “Eu não sentia nada, achei que não estava positivo, mas fiz o teste e estava. Me isolei e aguardei os dias para voltar ao trabalho”, conta.

Hoje, quando olha para trás, Edmilson Cardoso Marques, lembra que as equipes chegaram a transportar até 1.200 amostras numa viagem e diz que faria tudo de novo. “Acho que vale à pena, porque ajudamos muitas vidas. É um trabalho feito com gosto e confiando em Deus”, resume.

No ano de 2020 foram transportadas 42.890 amostras; 81.628 amostras em 2021; e até o dia 16 de março de 2022 foram transportadas 8.654 amostras até o Lacen, em Porto Velho.

A equipe da Agevisa que realiza o transporte do material é composta por técnicos da gerência de Vigilância Epidemiológica (enfermeiras e técnicas de enfermagem) e motoristas, que se revezam para atender esta demanda. Atualmente as viagens são realizadas uma vez por semana e as amostras coletadas continuam sendo entregues pontualmente no Lacen, para diagnóstico, bem como, para ações de vigilância, no sentido de haver possibilidade de ser compreendido quais as variantes do coronavírus ainda circulam em Rondônia.

FONTE: SECOM/RO

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

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COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • COLUNA TEIA DIGITAL: Confiança Empresarial diminui com cenário econômico de incerteza – Por Silvio Persivo

    Insistir é preciso. “De tudo ficaram três coisas: A certeza de que estamos começando. A certeza de que precisamos continuar. A certeza de seremos interrompidos antes de terminar. Portanto, devemos fazer da interrupção um caminho novo. Da queda, um passo de dança. Do medo, uma escada. Do sonho, uma ponte. Da procura, um encontro” (Fernando Sabino). IV SIMPÓSIO DE CIÊNCIA E PESQUISA A da Fundação de Amparo ao Desenvolvimento das Ações Científicas e Tecnológicas e à Pesquisa do Estado de Rondônia (Fapero) com o objetivo de aproximar a sociedade da comunidade científica e apresentar os seus resultados nos projetos apoiados pela instituição,) realiza o IV Simpósio de Ciência e Pesquisa (Simfap), nos dias 5 e 6 de novembro. O evento reúne pesquisadores para compartilhar seus trabalhos, fortalecer a ciência, a tecnologia e a inovação no estado.. O evento om palestras, mesas-redondas, debates e apresentações de trabalhos científicos será realizado no Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia (TRE-RO), na Avenida Presidente Dutra, nº 1889, em Porto Velho, e as inscrições estão abertas até o dia 4 de novembro, O presidente da Fapero, Paulo Renato Haddad, disse que o Simfap já se tornou uma tradição “Mais do que apresentar resultados, o evento é uma forma de dar transparência aos investimentos realizados em ciência, tecnologia e inovação, aproximando a população das pesquisas e demonstrando como esses recursos estão contribuindo para o desenvolvimento de Rondônia”. COMEÇOU O PERÍDO DE DECLARAÇÃO OBRIGATÓRIA DE REBANHOS Começou neste último domingo (1º), o período para a segunda etapa da declaração obrigatória de rebanhos em Rondônia. A atualização cadastral deve ser realizada até 30 de novembro pelos produtores rurais que criam bovinos, bubalinos, ovinos, caprinos, suínos, equídeos e aves. O procedimento é realizado junto à Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril do Estado de Rondônia (Idaron). Durante o período, a emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA) fica condicionada à regularização das informações cadastrais e os produtores só poderão movimentar os animais para transporte ou comercialização depois de feitaa declaração do rebanho. No sistema Idaron Online, os pecuaristas vão classificar o gado como leiteiro ou de corte e informar os números de nascimentos e mortes desde maio. Também será necessário indicar a faixa etária dos animais, especificando quantos, entre os nascidos depois da primeira etapa da declaração, têm de quatro a seis meses e quantos têm de um a três meses de idade. Por fim deve ser feito o ajuste automático do total dos rebanhos no sistema, a partir das alterações informadas pelo produtor. A A atualização cadastral, como se sabe, é necessária para manter o status sanitário de Rondônia como área livre de febre aftosa sem vacinação. CONFIANÇA DOS EMPRESÁRIOS DIMINUI COM CENÁRIO ECONÔMICO DE INCERTEZA Segundo o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), apurado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), os empresários do comércio, no último e mais forte trimestre para o setor no ano, estão menos otimistas, com menos planos de expansão e contratação. O Icec registrou um recuo de 2,7% em outubro, resultado das incertezas do cenário econômico e apresentou sua quarta queda consecutiva e a mais intensa desde julho, já descontados os efeitos sazonais. Com este resultado, o indicador reduziu para os 96,7 pontos, ficando abaixo do nível de neutralidade e atingindo o valor mais baixo desde maio de 2021, na pandemia, quando marcou 94,5 pontos. Para o presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros, “O comércio acende um alerta para todo o país ao entrar no período mais lucrativo do calendário, sob cautela. Quando o empresário pisa no freio das contratações e dos investimentos, toda economia desacelera, reflexo direto das incertezas nos âmbitos fiscal e monetário que travam as decisões de negócios neste último trimestre”, analisou. Em Rondônia, a situação é um pouco melhor mesmo com o Icec caindo de 107,3 pontos para 105,9 pontos, ou seja, uma queda de -1,3%. Rondônia, em geral, possui um comportamento mais otimista e resiliente, mas, ainda assim, o presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia-Fecomércio/RO, Raniery Araújo Coêlho, afirmou ser preciso “Maior previsibilidade, segurança jurídica e políticas monetárias que reduzam os custos das operações do nosso setor. O comércio, nas condições atuais, mesmo querendo expandir e gerar postos de trabalho sofre com a falta de um ambiente mais favorável para manter o crescimento”. E também aconselhou os empresários a realizarem promoções e facilidades maiores para atrair os clientes neste final de ano. REINCIDÊNCIA DE INADIMPLENTES BATE RECORDE Um sintoma deste problema é o fato do Indicador de Reincidência de Pessoas Físicas, apurado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), em setembro, revelar que se verificou o maior recorde no número de consumidores negativados nas listas de inadimplentes. Em setembro de 2026, do total de negativações, 87,44% foram de devedores reincidentes, ou seja, consumidores que já tinham aparecido no cadastro de inadimplentes nos últimos 12 meses. Acrescente-se que no universo de reincidentes, a maior parte, 67,05%, ainda não havia quitado as pendências antigas e foi negativada novamente. Outros 20,38% tinham saído do cadastro de devedores nos últimos 12 meses, mas retornaram. Apenas 12,56% dos negativados em setembro não estiveram com restrições no CPF ao longo do último ano. Mais: o tempo médio decorrido entre o vencimento de uma dívida e o vencimento das demais pendências para os reincidentes foi de 72,5 dias. Isto significa que, em média, depois de cerca de 2,4 meses do vencimento de uma dívida negativada, outra dívida já vence. Também se observa que houve um crescimento de 18,28% no número de devedores reincidentes, os que já haviam aparecido no cadastro de inadimplentes, na comparação com os 12 meses anteriores. É uma forte indicação de que o programa Desenrola não deu certo. AUTOR: SILVIO PERSIVO –  COLUNA TEIA DIGITAL

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