Esporte

Endividado e quase falido, Sindsaúde vai às urnas em fevereiro

Sindicatos e associações viraram verdadeiras “capitanias hereditárias” no Brasil, e em Rondônia essas instituições são comandadas pelos mesmos grupos. Sindisaúde deve mais de R$ 6 milhões em ações judiciais

Perpetuação

Os sindicatos e associações de classes no Brasil se transformaram em empregos vitalícios com altos rendimentos e em alguns casos, verdadeiras capitanias hereditárias. Quem integra diretorias não quer mais sair, alguns tem benesses maior que deputados, com ajudas de custo, passagens, combustíveis e telefones pagos pelas entidades e o que é melhor, se não brigar internamente consegue manipular reuniões, fazer alterações em estatutos e ir garantindo a perpetuação no poder.

Essa situação

Ocorre em todo o país e aqui em Rondônia, claro, não seria diferente. Mas algumas dessas entidades estão ficando inviabilizadas, dada a quantidade de acordos não cumpridos ou ações judiciais trabalhistas. Um desses casos é o Sindsaúde, entidade que representa os profissionais do setor de saúde pública estadual e municipais. Atualmente conta com cerca de 14 mil filiados e deve ir às urnas no dia 3 de fevereiro desse ano. São três chapas disputando, uma da situação, outra capitaneada por gente que já fez parte da direção do sindicato e uma terceira com uma candidata novata. Mas o Sindsaúde está quase quebrado, por conta de má-gestão anterior. Os dois primeiros também tem responsabilidade pela atual situação.

Para se ter uma idéia

Atualmente o sindicato sofre dois grandes bloqueios em suas contas, um referente a uma ação movida por um escritório de contabilidade, que corrigida atualmente passa de R$ 4 milhões e outra da Federação da Unimed da Amazônia, que suspendeu os planos de saúde dos filiados e cobra na justiça o pagamento do repasse de planos de saúde. O sindicato vem tentando sucessivos desbloqueios judiciais para pagar suas contas básicas, como folha de servidores, água, telefone e luz. Uma situação que poderia ter sido evitada não fosse pelas má-gestões passadas.

Mas, como chega a esse ponto?

Simples, as diretorias não são renovadas. Por isso é importante a participação dos filiados nos dias de votação. Tem que votar, conhecer os candidatos e evitar a repetição de erros e perpetuação de grupos, à exemplo do que acontece no Sintero, no próprio Sindsaúde, Sindur, etc. Se você observar, vai ver que são sempre as mesmas “lideranças” que integram essas diretorias. Então, você que é filiado à sindicatos, aproveite essa janela e faça valer seu voto e principalmente, ajude a tirar esses velhos grupos, todos ligados a CUT e ao PT do poder. O voto é a melhor arma. Voltaremos ao assunto.

Ao Vivo

Através de uma parceria com o amigo Paulo Andreoli, estamos publicando uma coluna PAINEL POLÍTICO segmentada para os estados do Norte em sete regiões, nos sites Amapaaovivo, Acreaovivo, Paraaovivo, Amazoniaovivo, Maranhaoaovivo, Tocantinsaovivo e Roraimaaovivo. Trata-se de um projeto em fase embrionária, com públicos específicos e extremamente audacioso. Que venha 2016 e com ele o sucesso cada vez maior do grupo Rondoniaovivo, é através de parcerias que as coisas acontecem. A princípio serão duas colunas por semana, mas logo, logo, a gente começa a fazer diária também para esses estados.

No Brasil

Continuam as revelações sobre as traquinagens protagonizadas por nossos ilustres representantes em Brasília. Delatores da Lava-Jato expõe, em doses homeopáticas pagamentos de propinas em todas as esferas, envolvendo senadores, deputados, agentes públicos. Uma verdadeira orgia de corrupção que a sociedade assiste estarrecida. São coisas tão absurdas, como o fato de José Dirceu gastar mensalmente R$ 1 milhão com despesas pessoais em um país onde o salário mínimo não chega a R$ 1 mil.

100 anos

De acordo com o Procurador Deltan Dallagnol, o empresário Marcelo Odebrecht, que está preso há sete meses (sua prisão aconteceu no dia 19 de junho do ano passado), seria condenado a 2 mil anos de prisão, porém, segundo o procurador, deverá ser aplicada a regra de crimes continuados, porque a pessoa cometeu uma série de crimes em sequência, e a pena vai para muito menos que isso. A expectativa é uma pena inferior a 100 anos de prisão.

Essa regra

Foi aplicada a diversos acusados da Operação Termópilas (2011) da Polícia Federal deflagrada em Rondônia.

No Rio Grande do Norte

A jornalista Josi Gonçalves, que militou na imprensa rondoniense de Vilhena e Porto Velho, deve disputar a prefeitura de São Gonçalo do Amarante, cidade do interior do Rio Grande do Norte pelo PEN esse ano. Com perfil combativo, Josi migrou para sua terra natal, montou com o marido, também jornalista Francisco Costa, o jornal eletrônico FalaRN, que rapidamente se tornou porta-voz da sociedade local, cansada do coronelismo. As reportagens feitas pelo casal geraram várias ações do Ministério Público potiguar contra os desmandos de políticos locais.

O PEN

No Rio Grande do Norte está no grupo de apoio do governador Robinson Faria (PSD) que derroutou velhas oligarquias peemedebistas naquele estado. O trabalho que Josi tem feito é o de mostrar a realidade da falta de infraestrutura local e tentar vigiar os cofres públicos. Pesquisas feitas na região apontam o crescimento dela. PAINEL POLÍTICO deseja sucesso nessa empreitada. Política precisa de sangue novo, gente comprometida com o município e não baladeiros de plantão ou os “cansados” de sempre.

Fantasia

É dessa forma que podemos classificar a tal lei Maria da Penha, vendida pelo governo petista como a salvação das mulheres agredidas, ou o fim da violência doméstica. Prova disso são os assassinatos de mulheres por seus companheiros. O caso mais recente ocorreu em Candeias do Jamari. A vítima estava, na bolsa, com um documento que impedia a aproximação, de 100 metros de seu ex-companheiro. Ele a matou no meio da rua, diante de dezenas de testemunhas. A vítima tinha cinco filhos, o mais novo com apenas 8 anos.

Fim de semana

Vai na Prime Espaço Gourmet, ali na Jorge Teixeira, 2773, para comprar aqueles cortes especiais para preparar aquele churrasco para a família e amigos. A Prime também está com produção própria de hambúrgueres especiais. Confira, vale a pena.

A alma mais honesta do mundo

O ex-presidente Lula, a “alma mais honesta do mundo”prestou depoimento à Polícia Federal, no último dia 6 de janeiro, no inquérito que apura a compra de medidas provisórias em seu governo. Em 10 páginas, o petista afirmou que não foi comunicado pelo filho, o empresário Luís Cláudio Lula da Silva, de que havia sido contratado por R$ 2,5 milhões pelo lobista Mauro Marcondes Machado, preso sob acusação de operar o suposto esquema de compra de medidas provisórias. O repórter do Estadão de São Paulo, Fausto Macedo teve acesso ao depoimento que você confere abaixo:

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Clínica Mais Saúde informa – Estudo mostra que composto químico do plástico contribue para aumento de peso

Um estudo feito por cientistas do Centro de Pesquisa Meio Ambiental Helmholz (UFZ) de Leipzig (Alemanha) comprovou o impacto dos ftalatos, compostos químicos usados para aumentar a flexibilidade dos pláticos, no metabolismo e no aumento do peso. Os ftalatos, explicou o UFZ em comunicado, podem passar ao organismo através da pele ou da dieta e afetar o sistema hormonal, mas até agora não tinha sido investigado o processo metabólico que essas substâncias são capazes de desencadear. Os pesquisadores, que publicaram seu trabalho na revista “PLOS ONE”, consideram alarmantes os números de sobrepeso na sociedade atual e lembram que cada quilo acima do peso ideal aumenta o risco de doenças cardiovasculares, dano articular, inflamação crônica e câncer. Como causadores desse sobrepeso se encontram os maus hábitos alimentícios, a falta de exercício e fatores genéticos, mas também, destacam-se, compostos poluentes como os ftalatos. Estas substâncias, utilizadas para abrandar os plásticos e fazê-los mais flexíveis, pode migrar sob determinadas circunstâncias e passar ao corpo humano através da dieta, transferência que se produz principalmente no caso de vasilhas alimentícias de produtos gordurosos como queijos e salsichas. A equipe científica de Leipzig comprovou que os ratos expostos ao ftalato DEHP através de água que consumiam ganharam peso de forma considerável, especialmente as fêmeas. Os pesquisadores comprovaram que, sob a influência dos ftalatos, a proporção de ácidos graxos insaturados no sangue aumentou e foi interrompido o metabolismo da glicose. Também houve variação na composição de receptores no sangue, importantes para o metabolismo geral.

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

COLUNA DO GOMINHO JÚNIOR

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