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78 municípios preveem crise de falta de oxigênio

A worker arrives with an oxygen cylinder at Getulio Vargas hospital, amid the coronavirus disease (COVID-19) outbreak in Manaus, Brazil January 14, 2021. REUTERS/Bruno Kelly - RC2U7L9N5WE4

Levantamento da Frente Nacional de Prefeitos obteve informações após questionar 2,5 mil prefeituras e receber respostas de 574 nestas quinta e sexta-feira.

Levantamento de Frente Nacional de Prefeitos (FNP) indica que o oxigênio para pacientes de Covid está prestes a acabar em pelo menos 78 municípios.

A entidade enviou questionários a 2,5 mil das 5.570 prefeituras. Destas, 574 responderam nestas quinta (18) e sexta-feira (19).

As 78 prefeituras responderam “sim” à pergunta “Seu município tem previsão de desabastecimento de oxigênio que poderá comprometer os serviços de saúde?” — e depois relataram as situações específicas.

O G1 questionou o Ministério da Saúde sobre a falta de oxigênio relatada pelos municípios, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem.

No último dia 15, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, afirmou em entrevista em Brasília: “O que o Ministério da Saúde tem a ver com produção, transporte e logística de oxigênio?”

Quando da crise de abastecimento de oxigênio no Amazonas, em janeiro, o presidente Jair Bolsonaro disse que não era atribuição do governo federal enviar o insumo para o estado

Relatos das prefeituras

 

Na capital do Acre, Rio Branco, a prefeitura apontou dificuldade para conseguir oxigênio desde o final de fevereiro e argumenta que os valores para a compra são “exorbitantes”.

Ibiapina, no Ceará, e Delfim Moreira, em Minas Gerais, informaram que já estão sem oxigênio e recorrendo a cidades vizinhas para reposição.

De acordo com a Prefeitura de São João do Sabugi, no Rio Grande do Norte, o estoque de oxigênio da cidade é suficiente para, no máximo, cinco dias. As prefeituras de Guaraciaba do Norte e Granja, ambas no Ceará, relataram que o oxigênio acabaria em 48 horas.

Diversas prefeituras apontaram previsões para fim do estoque em duas semanas ou até um mês, com a ressalva de que um aumento de casos de Covid comprometeria ainda mais a disponibilidade do insumo.

Documentos apontaram que mais de 30 pessoas morreram nos dois dias de pico do esvaziamento do gás. Pacientes passaram a ser transferidos para outros estados a fim de aliviar a pressão sobre o sistema de saúde local.

Os 78 municípios

 

Confira abaixo as respostas das prefeituras que disseram “sim” à pergunta “Seu município tem previsão de desabastecimento de oxigênio que poderá comprometer os serviços de saúde?”, formulada pela Frente Nacional dos Prefeitos.

ACRE

  • Rio Branco – Sim. Estamos com dificuldade para comprar no mercado interno, a Secretaria Municipal de Saúde – SEMSA, está tentado a compra de cargas de oxigênio desde o final de fevereiro e a empresa que opera em Rio Branco não tem oxigênio em bala para entregar e os que se propõe apresentam valor exorbitante.

 

BAHIA

  • Amélia Rodrigues – Sim. Prazo iminente (“ontem – 3ª feira – pedimos 20 unidades de oxigênio e só chegaram 5. Não tem previsão de chegar as demais”)
  • Taperoa – Sim. A empresa não sinalizou, mas isso é uma realidade.
  • Jeremoabo – Sim. Em decorrência dos aumentos de casos e necessidade da utilização deste, estamos tendo dificuldade de acompanhar o consumo e com base em estudos prevemos que a partir do dia 30 deste teremos dificuldade de manter o abastecimento no quantitativo necessário. Lembro ainda que não dispomos de uma rede de abastecimento e sim de torpedos.
  • Conceição da Feira – Sim.
  • Cachoeira – Sim. Segundo semestre
  • Entre Rios – Sim. Tendo em vista a grande demanda de pacientes necessitando de oxigenioterapia, temos hoje no município 22 cilindros e 8 fluxometros. Estamos de forma constante solicitando empréstimo aos municípios circunvizinhos e ao Estado
  • Milagres – Sim.
  • Itagimirim – Sim. Ainda temos oxigênio medicinal disponível para, aproximadamente, 42 dias.
  • Barra – Sim. O nosso município está enfrentando dificuldades no abastecimento de oxigênio, precisando se deslocar a Feira de Santana e Salvador para conseguir o insumo.
  • Uauá – Sim. O município tem previsão de desabastecimento em razão da intensificação da demanda regional por Oxigênio, as usinas da região podem ficar sobrecarregadas causando complicações no abastecimento de Oxigênio e como consequência disso, o comprometimento dos serviços de saúde.

 

CEARÁ

  • Coreaú – Sim. Não há estrutura para ficar com pacientes graves e hoje estamos com nove internados.
  • Ibiapina – Sim. Já estamos nos socorrendo com outros municípios da região
  • Apuiarés – Sim. Infelizmente essa realidade acreditamos ser de vários Municípios pois temos poucos cilindros, temos 06 unid. de 10m³; 03 unid. de 2m³; 01 de 3,5m³ e 03 de 1m³, até o momento 04 pacientes hospitalizados. Dentro dessa realidade se não aumentar o número de pacientes, teremos por 3 dias somente o abastecimento necessário.
  • Granja – Sim. O estoque disponível na unidade (UPA) garante apenas um abastecimento seguro para as próximas 48 horas.
  • Guaraciaba do Norte – Sim. Previsão de acabar em 48h
  • Morrinhos – Sim. Estamos tendo uma imensa dificuldade para reabastecimento de oxigênio devido a falta do gás medicinal nas empresas que fornecem ao nosso município e região. No momento, temos oxigênio para 48h, com previsão de reabastecer no sábado. Ressaltamos que o município necessita de cilindros de 10m³.

 

MARANHÃO

  • Bom Jesus das Selvas – Sim. O Município de Bom Jesus das Selvas, através da Secretaria Municipal de Saúde, identificou que nos próximos dias haverá desabastecimento de Oxigênio, em virtude do alto índice de internação por COVID-19, com previsão de no máximo uma semana de duração.

 

MINAS GERAIS

  • Toledo – Sim. Devido à falta de leitos tanto de UTI como leitos clínicos em nossa região, a maioria dos pacientes estão ficando sob monitoramento domiciliar fazendo uso de O2, é fato que toda nossa região se encontra nessa situação, e se continuar dessa maneira, a partir do mês que vem (04/2021), começaremos a sentir na pele, a falta de oxigênio e insumos.
  • Francisco Sá – Sim. Já há desabastecimento em razão da falta de disponibilidade de produto para entrega, por parte do fornecedor atual do Município (White Martins Gases Industriais), sendo necessário buscar outros fornecedores, que não possuem estoques para entregas que supram a demanda. Ou seja, o Município tem adquirido pequenas quantidades de oxigênio de empresas diversas, que suprem demandas temporárias. Há enorme dificuldade para encontrar o produto disponível no mercado.
  • Fronteira – Sim. Há risco desde que haja um aumento desproporcional da demanda.
  • Ipanema – Sim. Em virtude do nosso município apresentar um aumento significativo dos casos de covid 19, infelizmente nossos sistema de saúde poderá sim sofrer um desabastecimento de oxigênio que poderá comprometer os serviços de saúde . Isto poderá ocorrer no prazo curto de 3 a 4 meses. \Se a situação do nosso país não apresentar controle da covid 19.
  • Iraí de Minas – Sim. Passamos por um momento de extrema dificuldade em conseguir cilindros de o2. Conseguimos alguns que, agora por enquanto está suprindo a necessidade e demanda do nosso município.
  • Turvolândia – Sim. possuímos alta demanda de oxigênio e em nosso município somente contamos com 4 cilindros para abastecimento. Além disso, abastecemos nossos cilindros em Pouso Alegre, cerca de 2 ou 3 vezes por semana. Caso haja falta em Pouso Alegre, consequentemente faltará para nós. Não sabemos especificamente o prazo em que isso pode acontecer, pelo fato de dependermos exclusivamente de Pouso Alegre.
  • Delfim Moreira – Sim. Já estamos com falta de Oxigênio na UBS, estamos emprestando da cidade vizinha (Marmelópolis-MG).
  • JequitaíSim30 dias
  • Piranguinho – Sim. No momento encontramos dificuldades (aumentou o tempo de espera) para recarregar os cilindros de oxigênio devido a grande demanda do mercado.
  • Ituitaba – Sim. Referente a previsão de desbastecimento de oxigênio, informamos que já está ocorrendo o desabestecimento do insumo em nossas unidades hospitalares, e para resolver tal problema estamos providenciando contrato emergencial com as fornecedoras do insumo para instalação de um tanque com 5.000m³, porém tal contratação ainda não foi finalizada por falta de recursos.
  • Grão Mogol – Sim. O município, assim como todos os outros da Macronorte, têm encontrado dificuldade para aquisição do oxigênio.
  • Bonfim – Sim. Em 2 meses
  • Congonhal – Sim. Aproximadamente 15 dias
  • Santa Rosa da Serra – Sim. Temos poucas balas de oxigênio, o reabastecimento tem se tornado difícil devido à demanda. Temos oxigênio para 15 dias.
  • Bonito de Minas – Sim. Estamos preocupados com o desabastecimento e abastecimento do oxigenio. Uma vez, que a empresa fornecedora nao tem como nos abastercer
  • Cordislândia – Sim. Prazo de 30 dias

MATO GROSSO DO SUL

  • Corguinho – Sim. Entretanto o estoque do municipio é abastecido semanalmente de acordo com a necessidade. Para que falte oxigênio no município, é necessário que os insumos estejam em falta no Estado.

 

PARAÍBA

  • Capim – Sim. Infelizmente já está em falta, e já tem dia que não consigo abastecer no local onde temos contrato.

 

PERNAMBUCO

  • Brejo da Madre de Deus – Sim. Estou tendo problemas com o Oxigênio, por falta dos garrafões, que não são do município.
  • Ibimirim – Sim.

 

PIAUÍ

  • São José do Divino – Sim. Estoque previsto até o dia 23 de março

 

PARANÁ

  • Ibaiti – Sim. Tendo em vista a falta de cilindros para reposição, os fornecedores já informaram que pode sim ocorrer desabastecimento. em até 5 dias caso não ocorra baixa no numero de casos.
  • Paraíso do Norte – Sim. Nosso município AINDA não tem desabastecimento de oxigênio, contudo, temos um Registro de Preço de oxigênio e por certo poderemos sim ter dificuldades para as próximas compras.
  • Uraí – Sim. Sim, já falta
  • Alvorada do Sul – Sim. O Município de Alvorada do Sul/PR tem previsão de desabastecimento de Oxigênio que poderá comprometer os serviços de saúde, podendo tal fato ocorrer em 2 (dois) dias, considerando (se) houver entrada de pacientes necessitando de oxigênio e não tiver como removê-los para o Município de Londrina-PR (17ª Regional de Saúde). Levando em consideração também que o fornecedor não venha a realizar a substituição do oxigênio que for acabando.
  • São João do Avaí – Sim. Teremos provavelmente a falta de oxigênio se os casos aumentarem , porque não temos onde armazenar , não estamos conseguindo comprar nem alugar o cilindro para armazenar .
  • Novo Itacolomi – Sim. Quanto ao prazo é de acordo com a licitação, ou seja, até quando o fornecedor tiver para nos entregar.
  • GuaíraSimprevisão para o período de 24/03 a 03/04.
  • Contenda – Sim. Não temos uma previsão para um possível desabastecimento. Tendo em vista um aumento da demanda além de nossa capacidade é bem possivel.
  • Morretes – Sim. Na data de hoje, 18/03/2021 Morretes-PR possui 13 dias de oxigênio disponível.
  • Laranjeira do Sul – Sim. Estamos com pouco tempo de prazo, questão de dias se os casos não reduzirem.

 

RIO GRANDE DO NORTE

  • Caiçara do Rio do Vento – Sim. No prazo de 35 dias conforme comunicado enviado pelo fornecedor.
  • Tibau do Sul – Sim. Estamos com um consumo consideravelmente elevado e nos foi comunicado pelo fornecedor de gases medicinais que poderemos passar por desabastecimento nos próximos 15 dias.
  • São João do Sabugi – Sim. Entre três a cinco dias.

 

RIO GRANDE DO SUL

  • Chiapetta – Sim. Existe previsão de desabastecimento de oxigenio, em menos de 01 mês.
  • Rolante – Sim. Porém a previsão é muito incerta, pois depende da demanda, que está oscilando muito.
  • Venâncio Aires – Sim. Sim, já ocorre há alguns dias.
  • Cachoeira do Sul – Sim. Sem previsão exata, mas há possibilidade de carência do insumo nos próximos dias.
  • Guaíba – Sim. Caso persista ou aumente o número de casos da covid-19, provavelmente num período de 25 a 30 dias poderemos ter desabastecimento de oxigênio, não só na esfera municipal como também estadual, pois os casos da doença estão aumentando de forma exponencial nas últimas semanas.
  • Maçambará – Sim. Devido ao aumento dos casos de covid-19, a procura por oxigênio teve um grande aumento, tornando-se assim escasso até mesmo a compra. A durabilidade está em 15 dias para pacientes que precisam usar diariamente. A Aquisição de máquinas também dificuldade na compra.

 

SANTA CATARINA

  • Lages – Sim. A demanda está bem acima da média, portanto não conseguiremos manter recebimento, se está situação persistir, já na próxima semana (22/03/2021) possivelmente estaremos desabastecidos.

 

SERGIPE

  • Areia Branca – Sim. Em aproximadamente uma semana
  • Poço Verde – Sim. Estamos fazendo solicitações 2x ao dia, no início do dia por volta das 7:00 h da manhã e ao final da tarde por volta das 17:00h, com a finalidade de manter todos cilindros abastecidos na unidade. Visto que o gasto estar sendo 200% a mais da quantidade de uso normalmente utilizado. Nosso fornecedor nos solicitou um quantitativo fixo para que o mesmo tenha um planejamento , porém nosso demanda estar aumentando diariamente, dessa forma torna-se dificultoso repassar um fidbek a empresa. Já tivemos que recorrer a outro fornecedor.
  • Carira – Sim. Tem oxigênio para os próximos 15 dias

SÃO PAULO

  • Taquarituba – Sim. O Município de Taquarituba-SP vem passando por uma grande crise no sistema de saúde. Possuímos 10 leitos de UTI todos ocupados, além de 15 leitos de enfermaria para tratamento de pacientes diagnosticado com COVID. Essa alta demanda, impacta diretamente no consumo de oxigênio, que teve um aumento de 500% de consumo. Até aqui estamos conseguindo encontrar o reabastecimento de cilindros, garantindo o funcionamento do atendimento, porém, estamos incertos quanto a próxima semana.
  • Rinópolis – Sim. A previsão para desabastecimento é para aproximadamente 20 dias a partir de hoje.
  • Cajuru – Sim. Como na maioria dos municípios estando tendo aumento da demanda em UTI o que tem gerado maior consumo de Oxigênio. Até o momento estamos com estoque e abastecimento, porém para os próximos meses temos receio de desabastecimento.
  • Mendonça – Sim. Acreditamos que no ritmo que estamos dentro de 1 mês teremos falta de oxigênio pois hoje a grande demanda já está deixando a gente em alguns dias com a falta do mesmo.
  • Faria – Sim. Município conta com apenas 2 cilindros
  • Águas de Lindoia – Sim. Sim, a previsão de desabastecimento de oxigênio (caso o cenário se mantenha deste forma) é de uma semana.
  • Guararapes – Sim. Porém não dá para prever uma data porque vai depender da demanda. É possível que até o final de março/2021 já tenha dificuldade de abastecimento.
  • Ribeirão do Sul – Sim. Sim, o que temos em estoque duraria aproximadamente 2 meses.
  • Nova Guataporanga – Sim. Em 45 dias
  • Rincão – Sim. Devido a quantidade de pessoas que também utilizam em suas residências com pacientes acamados.
  • Ilha Solteira – Sim. Na data de 18/03/2021, no período noturno a Empresa que fornece oxigênio para o município informou que não garante o abastecimento de Oxigênio para as semanas subsequentes
  • Piedade – Sim. Se as estatísticas de internação e intubação continuarem a subir, dentro de uma semana teremos o desabastecimento de O²
  • Presidente Venceslau – Sim. Corre o risco de desabastecimento por conta do grande uso nos últimos dias e que a empresa não está pegando mais cliente por conta da logística.
  • Urânia – Sim. Oxigênio somente para os próximos 10 dias

FONTE: TV GLOBO COM G1.COM

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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