Esporte

Paulistão começa com VAR em todos os jogos e estádios vazios

Competição começa com jogo do campeão Palmeiras adiado e times precisando deixar o início de lado por metas maiores

Serão 86 dias de bola rolando até o dia 23 de maio, 110 partidas disputadas, sendo 16 rodadas para os finalistas, com o uso do VAR em todos os jogos, uma premiação de R$ 5 milhões ao campeão e R$ 1,5 milhão ao vice.

O calendário atípico do futebol brasileiro ainda interfere nas datas das competições. Em meio à pandemia de covid-19, o charmoso, tradicional e imprevisível Campeonato Paulista dá a largada na temporada 2021 neste sábado (27), com mais de um mês de atraso. E com jogos da primeira rodada somente até 19 horas por causa das restrições de circulação impostas pelo governo estadual no combate ao novo coronavírus. A competição também não contará com presença de torcida nas arquibancadas.

Habitualmente, no fim de fevereiro as equipes já têm o destino no Estadual bem encaminhado. Alguns se preparando para as fases finais enquanto outros mostrando preocupação com a luta contra a queda. Desta vez, em meio à largada da Copa Libertadores e a decisão da Copa do Brasil de 2020, a competição começa com jogo do atual campeão Palmeiras adiado e alguns times precisando deixar o início do torneio de lado por metas maiores.

Novamente com 16 equipes, quatro grupos com quatro componentes e jogos na primeira fase apenas com os rivais das outras chaves, o Paulistão mantém o regulamento de anos anteriores. Serão 12 rodadas até conhecermos os oito classificados.

Nas quartas de final teremos 1.° x 2.° de cada grupo em jogo único, assim como nas semifinais. A definição dos finalistas será com o dono da melhor campanha enfrentando o 4.° e o 2.° mais bem colocado desafiando o 3.°. A vantagem é realizar o jogo único em casa. Empate leva a decisão aos pênaltis. Apenas a final será disputada em dois confrontos.

Palmeiras só joga na 2ª rodada

O Palmeiras é o atual campeão, mas não abre a competição pelo fato de a decisão da Copa do Brasil ocorrer nos próximos dois fins de semana. O duelo com o São Caetano foi adiado para o dia 11 de março e o time só estreia na segunda rodada, logo o clássico diante do arquirrival Corinthians.

O vencedor da edição passada chega forte na busca de mais uma conquista. Manteve o elenco campeão e, agora sob a batuta do técnico português Abel Ferreira vem se destacando pela força do conjunto. Não por acaso, vem mostrando regularidade e se destacando.

Há, contudo, a possibilidade de o clube usar time alternativo em muitas rodadas após disputar o Mundial de Clubes da Fifa, as finais da Copa do Brasil e já ter nova Libertadores pela frente. O treinador já adiantou que seus comandados necessitam de descanso. Para quem tem Jailson, Mayke, Kuscevic, Empereur, Danilo, Patrick de Paula, Lucas Lima, Wesley, Willian, Zé Rafael, entre outros tantos bons suplentes, mesmo com time modificado o Palmeiras chega forte e candidato ao título.

Corinthians pressionado

Único dos grandes do Estado a não ir para a Libertadores, o Corinthians é quem chega mais pressionado à competição. Sem dinheiro para contratações e com muitas peças fora dos planos, o técnico Vagner Mancini terá de, mais uma vez, se reinventar no clube.

O treinador promete utilizar muitos jovens da base em 2021, mas está ciente que precisará montar um esquema e um time forte para evitar as decepções da temporada passada. Finalista por quatro edições seguidas do Estadual, o Corinthians promete se superar mais uma vez. E nunca pode ser desprezado pois é o maior campeão do Estado com 30 taças.

Jejum do São Paulo

Sob a direção do argentino Hernán Crespo, o São Paulo tentará acabar com o jejum de nove anos sem conquistas de títulos. Depois de ficar no quase no Brasileirão, o time do Morumbi muda de comando e aposta em um técnico com estilo ousado para retomar o caminho das conquistas já no Paulistão, que não vence desde 2005 com Emerson Leão.

A base foi mantida, na mescla entre jovens e atletas mais experientes. Crespo tentará ajustar alguns erros apresentados na reta final do Brasileirão e, com esquema variante, acredita poder resgatar o futebol que encantou o País em boa parte da competição passada. A meta é armar um São Paulo bastante ofensivo.

Santos quer retomar hegemonia

Depois de dominar o Paulistão no começo do século, conquistando sete títulos entre 2006 e 2016, o Santos viu os rivais se destacarem e agora tenta retomar esse hegemonia. Sob a direção do estudioso e surpreendente Ariel Holan, a direção acredita que o vice-campeão da Libertadores tem tudo para brigar pelo taça.

O argentino costuma confundir seus rivais com esquema de jogo e a montagem do time titular de diversas formas. Sem grandes contratações, seguirá apostando na fórmula que deu certo com o antecessor Cuca: vai confiar nas jovens crias da base santista ao lado dos experientes Marinho, Soteldo e Pará. Em todas as conquistas do Santos seus Meninos da Vila foram decisivos e o investimento será ainda mais pesado nos pratas da casa em 2021.

Interior e Grande ABC

Apesar de os grandes terem erguido as últimas seis taças, mais uma vez os times de fora da capital prometem chegar forte. Todo ano um pequeno surpreende, como o Mirassol em 2020. Com alto investimento, o Red Bull Bragantino é quem mais promete dar trabalho. Ainda mais se a diretoria conseguir confirmar a permanência de Claudinho. Depois de belo Brasileirão, o time de Bragança Paulista (SP) espera repetir a grande campanha da primeira fase de 2020. De cara, tentará repetir a bela atuação de semanas atrás contra o Corinthians.

O Santo André liderou o Paulistão de 2020 até a paralisação por causa da pandemia e promete repetir a dose mais uma vez sob a direção de Paulo Roberto Lopes. A questão será: conseguirá ser forte sem torcida e mandando jogos no estádio do Canindé, em São Paulo?

Dirigido por Pintado, a Ferroviária promete dar trabalho. “É um elenco muito forte”, garantiu o técnico. A Ponte Preta de Apodi e Camilo, apesar de remodelada, jamais deve ser desprezada, assim como Guarani e Mirassol. São Caetano e São Bento voltam ao Estadual dispostos a fazerem bonito. Ao menos em tradição, o Paulistão de 2021 é o que contará com os mais fortes times do interior e do ABC dos últimos anos.

Confira os grupos do Paulistão:

GRUPO A – Corinthians, Santo André, Inter de Limeira e Botafogo

GRUPO B – São Paulo, Ponte Preta, Ferroviária e São Bento

GRUPO C – Palmeiras, Red Bull Bragantino, Novorizontino e Ituano

GRUPO D – Santos, Mirassol, Guarani e São Caetano

FONTE: ESTADÃO CONTEÚDO

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

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COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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