Resenha Politica

Argumentos dados pela Sesau são absurdos e revelam a falta de competência no planejamento da logística para que as vacinas cheguem aos rondonienses – Por Róbson Oliveira

INDICAÇÃO 

Embora a bancada federal de Rondônia tenha indicado na ANEEL um técnico rondoniense que dirigiu a Ceron, Efraim Cruz, em nada adiantou para contribuir na cobrança das tarifas, visto que desde que Cruz assumiu, as taxas somente aumentaram, assim como o caixa da Energisa, única que vence todas na ANEEL. São sinecuras que não atendem aos interesses da nossa população e servem, não raro, a interesses inconfessáveis.  

 

REDUÇÃO 

Apesar do senador Marcos Rogério (DEM) anunciar por suas redes sociais que articulou a diminuição das tarifas de energia elétrica,  a Medida Provisória 998, que trata sobre reajustes, e de relatoria do deputado federal Léo Moraes, previa de forma impositiva a redução das tarifas. O senador, unha e carne com Efraim Cruz, esvaziou os efeitos da MP e anunciou a redução com o objetivo de encher a bola do senador. Mas foi graças a persistência do deputado que a ANEEL antecipou o que ia acontecer. Bater a foto com a “onça” morta tem sido uma rotina na vida senatorial de Marcos.

 

VACINAÇÃO 

É extremamente preocupante a informação de que a Secretaria de Estado de Saúde ainda não esteja montando um planejamento visando a vacinação contra a Covid-19, justificando que as vacinas sequer foram aprovadas pela agência reguladora. Os argumentos dados pela Sesau são absurdos e revelam a falta de competência no planejamento da logística para que as vacinas cheguem aos rondonienses, assim que forem distribuídas pelo Ministério da Saúde. 

 

ACONDICIONAMENTO  

Fernando Máximo e sua equipe da Secretaria Estadual de Saúde já deveriam estar em mãos com a estratégia dessa logística haja vista que, além das grandes distâncias entre os municípios e a capital, os ribeirinhos também vão necessitar da imunização, e as vacinas que estão sendo produzidas exigem um armazenamento especial.   

 

LUZ ALVORECER 

É um alívio para quem necessita do amor e solidariedade das pessoas anônimas o trabalho maravilhoso que a entidade Luz do Alvorecer presta de apoio aos necessitados, especialmente nesta época natalina acometida por uma pandemia que tem devastado pessoas. Contribuir com uma assistência social de tamanha envergadura moral é uma dádiva aos que cultivam a solidariedade humana e o amor ao próximo. A coluna faz este destaque em homenagem ao trabalho das pessoas que dirigem a entidade em particular ao desembargador Gilberto Barbosa. São iniciativas desta natureza que concluímos que a humanidade ainda tem esperanças por dias menos tenebrosos. É a luz alvorecendo para quem dela mais precisa.  

 

INOPERÂNCIA 

Não há uma única agência do Banco do Brasil da capital que não deixe os correntistas irritados pela inoperância nos serviços oferecidos. Responsável pela conta dos servidores públicos e por uma enorme carteira de correntistas mais variados do setor privado, utilizar hoje os terminais de autoatendimento nas agência de Porto Velho é uma verdadeira maratona porque o cliente é obrigado a um périplo pela cidade para encontrar uma máquina que funcione. Na agência central, onde existe um fluxo enorme de pessoas, uma em cada dez máquinas está em funcionamento. As demais estão fora do sistema, o que causa enorme perda de tempo às pessoas, além de ser um grande propagador da Covid em razão da aglomeração. A inoperância tem sido a principal marca do BB, pelo menos na capital sem que a superintendência solucione o problema.  

 

INCONGRUÊNCIA 

Parece uma piada de mal gosto, mas o Governo do Estado anunciou a edição de um novo decreto afrouxando as normas contra a disseminação da Covid-19, que voltou a crescer em todo o país, inclusive em Rondônia. O decreto de Rondônia vai na contramão das medidas preventivas adotadas por outras unidades da federação: enquanto os estados com a curva de contaminação crescente estão voltando à fase mais restritiva com fechamento de bares e restaurantes às 23 horas, o governador de Rondônia libera atividades que aumentam a aglomeração, a exemplo da música ao vivo nos locais de lazer sem restrição de horário para funcionamento. Isto porque no primeiro parágrafo do anúncio feito, o governo alega que “prima pela vida da população” ao articular uma suposta estratégia contra a disseminação do novo coronavírus. A incongruência é tão gritante que assusta. Imaginem se não primasse pelas vidas… 

 

MALANDRAGEM 

Excluir os ribeirinhos, extrativistas, pescadores e indígenas dos debates para liberação da construção de uma usina hidrelétrica Tabajara a ser erguida sobre os recursos hídricos de Machadinho do Oeste é uma malandragem que o Ibama tenta pregar com a justificativa da pandemia. Ao perceber a jogada permeada de esperteza do órgão, o Ministério Público – Federal e Estadual-  ajuizou uma ação pública para impedir a malandragem e aguarda que a justiça impeça este absurdo antes que o governo passe toda a “boiada” por cima dos recursos naturais da Amazônia brasileira. As comunidades daquela região devem e têm o direito de serem ouvidas antes que a hidrelétrica seja erguida e os danos ambientais sejam inevitáveis. Em Porto Velho, sob o argumento de que iriam produzir riqueza para a população, as duas usinas foram erguidas sobre o Rio Madeira e os prejuízos ambientais e econômicos estão sendo contabilizados na conta dos portovelhenses. O argumento de que as usinas trazem progresso não cola mais por estas bandas, já que a riqueza dela oriunda é auferida apenas pela distribuidora da energia elétrica e pelos construtores. O município fica com o prejuízo social dela produzido.  

 

INCONSTITUCIONAL 

Um projeto de lei aprovado pela Assembleia Legislativa de Rondônia e que aguarda a sanção do governador é flagrantemente inconstitucional, embora o Legislativo Estadual disponha de um corpo de advogados qualificados para impedir tais aberrações. Trata-se da Lei 499/20, que dispõe sobre medidas de segurança pública no âmbito das Universidades Públicas e Privadas no estado de Rondônia. Sem adentrar às justificativas que originaram o projeto de lei, no mérito é inconstitucional em razão das universidades federais não estarem afetas ao controle do legislativo estadual. Ademais, já há uma parceria entre a universidade e as polícias visando a segurança interna na UNIR. Caso seja sancionada pelo governador dificilmente deixará de ser fulminada sob o crivo judicial.  

 

ISOLADO 

A assessoria do Governo de Rondônia comunicou que Marcos Rocha contraiu a Covid-19 e começa seu período sabático de isolamento. Todos torcem para que o chefe do executivo estadual restabeleça o mais breve sua saúde, mesmo que opte em permanecer isolado. Como ocorre desde que assumiu em janeiro de 2019.

AUTOR: RÓBSON OLIVEIRA –  COLUNA RESENHA POLÍTICA

  • A opinião dos nossos colaboradores colunistas não reflete necessariamente a opinião da Folha Rondoniense

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COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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