Resenha Politica

Prefeito Hildon Chaves (PSDB) não vai ser candidato ao segundo mandato para prefeitura de Porto Velho – Por Róbson Oliveira

FUNDEB

Todas as atenções políticas da semana estão voltadas para a discussão e aprovação dos recursos destinados ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (FUNDEB) para financiar a educação, que começa a tramitar na Câmara Federal. Alguns membros da bancada federal de Rondônia estão anunciando as suas posições em relação à votação, mas ainda sem muita objetividade. Quando criado em 2007, provisoriamente, o fundo teria vigência até dezembro deste ano, razão pela qual precisa ser votado o mais rápido possível. E sem estes recursos, os professores serão os mais afetados.

 

CAOS

O FUNDEB é imprescindível para garantir o reforço de caixa de estados e municípios para investimentos da educação infantil e ensino médio, faixas educacionais essenciais para qualquer país que almeja entrar no clube dos desenvolvidos. Sem estes recursos para o financiamento, a educação pública, que anda capengando ainda, estaria fadada ao caos, porque não haveria garantia de dinheiro para custearem em geral todas as despesas, em particular os salários dos professores e transportes escolares.

 

ESCALONAMENTO

Pela proposta de Emenda à Constituição que está em tramitação no Parlamento brasileiro, de relatoria da professora Dorinha Seabra (DEM-TO), haveria um aumento escalonado de recursos federais ao FUNDEB que começaria em 12,5% em 2021, e chegaria a 20% em 2026. Atualmente a União completa o fundo em 10% sobre o valor aportado por estados e municípios. Vinte governadores estão subscrevendo a proposta que tramita no Congresso Nacional para que a educação básica e infantil não seja afetada com cortes, os sete restantes estão omissos sobre o assunto, entre eles o governador de Rondônia, Marcos Rocha.

 

DESVIO

O Governo Federal quer usar um percentual do fundo destinado ao financiamento da educação e desviá-lo ao financiamento do Bolsa Família que, pela proposta governamental, passará a ser denominado Renda Brasil.  Ademais, pela proposta do governo federal o fundo seria retomado somente em 2022, com percentual de 12,5%, alcançando 20% em 2027. Significa que, em tese, não haveria recursos do FUNDEB para a educação em 2021. Um problema que os deputados federais e senadores terão que enfrentar para resolver. Nesta proposta há indiscutivelmente um desvio de finalidade cuja justificativa deu origem ao FUNDEB.

 

PAPAGAIO PIRATA

Ao compartilhar em suas mídias sociais a participação de uma assessora num ato pro governo, em Brasília, em flagrante aglomeração e sem máscara, desrespeitando o decreto governamental do Distrito Federal, o coronel Marcos Rocha revela sua falta de empatia em plena pandemia que tem ceifado brasileiros de todas as regiões, inclusive rondonienses.

 

IMPROBIDADE

É possível também que ao compartilhar a assessora neste ato político o governador tenha exposto, diante do excesso de puxa-saquismo político, uma suposta irregularidade grave. Basta restar comprovado que a participação da auxiliar em ato dominical privado, e sem a finalidade de interesse público, hipoteticamente tenha sido custeada com recursos do tesouro estadual, ou seja, a viagem e permanência na capital federal tenham sido com passagens e diárias do governo de Rondônia.

 

CANDIDATURA

Com a proximidade do mês de agosto, quando os partidos deverão fazer as suas respectivas convenções para escolher seus candidatos a prefeitos, vice e vereadores, na capital começam a surgir os principais nomes que devem disputar a prefeitura municipal. Mas há uma expectativa enorme, entre os pré-candidatos, sobre a decisão do deputado federal Léo Moraes e do atual prefeito Hildon Chaves. Ambos ainda não declararam publicamente eventuais candidaturas.

 

DECISÃO

A coluna está segura em afirmar que em relação ao prefeito Hildon Chaves (PSDB), em razão das suas posições contrárias ao instituto da reeleição, não vai ser candidato ao segundo mandato. Embora esteja com um enorme pacote de obras de pavimentação e embelezamento em pleno vigor nas ruas da capital, inclusive nos distritos. Não é uma decisão fácil para um prefeito que assumiu o município com uma entrada em estado de ruínas (viadutos inacabados), ruas esburacadas, contratos sub judices, empresa de coleta de lixo ineficiente, transportes coletivos em caos. Nem tudo ainda foi resolvido, mas muito vem sendo feito de forma correta e competente.

 

MADEIRA MAMORÉ

Nos próximos meses, após conclusão das obras da Estrada de Ferrero Madeira Mamoré, Hildon Chaves entregará importante obra que resgata parte da história de Porto Velho. Um local onde as famílias poderão desfrutar como a principal área de lazer da capital. Assim como é o mercado cultural. São feitos que dão visibilidade e vigor a uma nova pretensão de candidatura, mas Hildon Chaves deve anunciar em breve que não é candidato. Quando anunciar, passará a ser um cabo eleitoral com um potencial robusto de transferir alguns votos. Quem trilhar ao seu lado tem chances de alcançar a estação dos votos com mais facilidade.

 

CANDIDATURA II

O deputado Léo Moraes, campeão de votos individualmente nas eleições proporcionais passadas, ainda não tornou público sua decisão. Contudo, todas as vezes em que é abordado por este cabeça chata, sinaliza que dificilmente seja candidato a prefeito. Caso mude de ideia, é um fortíssimo candidato: com potencial para liderar do começo ao fim uma das vagas ao segundo turno.

 

GOVERNO

Quem esperava nestas eleições a reedição da disputa entre Hildon Chaves (PSDB) e Léo Moraes (PODEMOS), pela apuração da coluna, vai ter que aguardar as eleições estaduais de 2022. Certamente ambos vão estar em lados opostos e vão almejar o Governo de Rondônia. Uma probabilidade, mesmo distante, possível de ocorrer.

 

LISTA

É enorme a lista de pré-candidatos para substituir Hildon Chaves – com a desistência deste -, e novos nomes devem aparecer. Garçon (PRB), por exemplo, condicionou uma candidatura à decisão do Dr Hildon. Fiel aliado do prefeito, o ex-deputado sonha em ser ungido candidato oficial. É possível que não arranque oficialmente o apoio do prefeito, que, pela quantidade de aliados candidatos, deverá se resguardar e anunciar algum apoio num eventual segundo turno.

 

JUVENTUDE

Vinicius Miguel, campeão de votos em Porto Velho nas eleições que disputou para governador em 2018, é um forte pré-candidato. Professor universitário com uma bagagem cultural refinada, conseguiu avançar muito sobre a faixa do eleitor mais jovem e mais exigente. Cada eleição é uma eleição, é verdade, mas não é uma candidatura para ser subestimada, especialmente numa eleição atípica onde debates e plataformas sociais ditarão o ritmo das campanhas e cuja presença o professor é assíduo.

 

REVELAÇÃO

Quem também pode surpreender em virtude de uma boa presença nas mídias sociais é o advogado Breno Mendes, autointitulado fiscal do povo. Tem se notabilizado em denunciar eventuais abusos da concessionária de energia elétrica contra os consumidores, particularmente os mais humildes. Tem o atrevimento ideal para amplificar a pretensão, embora no confronto das ideias, especialmente nos debates televisivos, possa ratear por falta de objetividade sobre administração pública. Com passagem na chefia de gabinete da atual administração, recebeu muitas críticas que ainda estão registradas nas redes por agir na função com excesso de charme. É sedutor que exige dos concorrentes melhor atenção.

 

PASSADO

Mauro Nazif (PSB), eleito surpreendentemente deputado federal, não esconde a ninguém que sonhe em voltar a administrar Porto Velho. Na última vez que concorreu, na condição de prefeito, sequer obteve votos para alcançar uma das vagas no segundo turno. Como parlamentar é um legislador operante e compromissado com os interesses maiores, destacando-se especificamente na defesa do serviço e servidores públicos. Como prefeito não conseguiu repetir a mesma competência que exerce no Congresso Nacional. Foi um administrador mediano e sem nenhuma grande obra para convencer o eleitor da capital a repetir o voto que lhe conferiu um segundo mandato. Aliás, tem tudo para ser trucidado em qualquer debate. O material a ser explorado contra ele é farto. Mesmo sendo uma pessoa da melhor qualidade.

 

ANÁLISE

Na próxima coluna analisaremos as probabilidades dos demais pré-candidatos anunciados pelos partidos. Tempo suficiente para que nomes até então especulados sejam descartados pelos próprios interessados. Há uma movimentação oriunda da caserna querendo pegar carona na onda bolsonarista que merece uma avaliação específica até porque, como falamos acima, cada eleição é uma eleição. E nesta eleição temas mais ligados à municipalidade e saúde da população tendem a assumir maior importância do que segurança. Por razões óbvias…

 

   BOMBA

O servidor público estadual é sempre o mais penalizado em seus direitos, além não conseguir reposição inflacionário em seus      proventos, é obrigado a desembolsar do seu minguado salário mais tributos para financiar governos incompetentes. Tramita na   Assembleia Legislativa um projeto de lei com aumento de alíquota para cobrir o rombo do Iperon. Enquanto o barnabé é compelido a pagar mais impostos o governador de Rondônia quer anistiar empresas que sonegaram milhões impostos que foram parar nos bolsos de empresários desonestos. Nunca é demais lembrar que a alíquota previdenciária já foi majorada ainda na administração de Confúcio Moura. Quem sempre paga a conta é quem não concorreu para o rombo. O Iperon virou uma bomba com efeito retardado. 

 

AUTOR: JORNALISTA RÓBSON OLIVEIRA –  COLUNA RESENHA POLITICA

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

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RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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