Resenha Politica

Ministério da Agricultura aumenta em 15% o preço do café conilon na tabela, excluí Rondônia do reajuste e deixa cafeicultores do estado revoltados – Por Róbson Oliveira

INDIGNAÇÃO

Os cafeicultores do estado estão revoltados, e com razão, pela exclusão apenas de Rondônia do reajuste em 15% na tabela do preço do café conilon, em (quase) todo país. O Ministério da Agricultura (MAPA) foi o responsável por estabelecer o aumento e por retirar da tabela o café produzido em Rondônia sem uma explicação plausível. O conilon é a espécie de grão que se adaptou bem ao solo rondoniense o que elevou o estado à condição de grande produtor. A exclusão causou indignação nos produtores, em particular contra a inércia das autoridades políticas estaduais.

 

SIAMESES

Na campanha eleitoral o coronel Marcos Rocha usou e abusou do mantra de que os problemas do estado que necessitassem de ajuda do governo federal seriam resolvidos na camaradagem, em razão de uma suposta relação de amizade com o capitão Jair Bolsonaro, presidente da república. A ideia que passava ao eleitor era de uma relação siamesa, mas, ao que parece, não era verdade. Várias questões administrativas de interesse de Rondônia, e que poderiam ser resolvidas com uma caneta presidencial, o coronel não tem sucesso.

 

INÉRCIA

A agilidade nos processos da transposição, dívida do Beron e, agora, a exclusão do estado no aumento da tabela do conilon, são exemplos clássicos da inércia política do governo estadual, além da bancada federal. Sobre a falta de apoio do governo federal, é possível deduzirmos que a amizade tão explorada em campanha entre o coronel e o capitão era pura lorota. Amigo e irmão camarada acolhem um ao outro nas dificuldades. As de Rondônia são imensas.

 

TRAMPOLIM

Aliás, em se falando no processo da transposição, é um tema explorado politicamente em todas as eleições desde 2009. Tem sido um processo lento, moroso e cruel para quem aguarda uma solução administrativa que definirá seu futuro profissional. A coluna foi aos bastidores e descobriu que há mesmo uma embromação proposital de tecnocratas que criam obstáculos nas análises dos processos para atender interesses políticos inconfessáveis. O que não falta são os manipuladores que usam o tema e a angústia do servidor como trampolim para as ambições políticas.

 

ECONOMIA

A crise mundial que afeta os mercados internacionais é a prova de fogo para o falante ministro da economia Paulo Guedes. Mais de 40 bilhões das nossas reservas foram usados para tentar conter a escalada do dólar e impedir a quebradeira das bolsas. Quando a economia vai mal o governo padece, é assim aqui e alhures. Esta crise tem característica cascata. Discurso cascateiro não conterá o abismo e nem segura também ninguém.

 

ENQUETE

Em momentos pré-eleitorais, como agora, é comum que vejamos todo tipo de enquete aferindo a popularidade dos nomes que circulam nas mais variadas mídias digitais para as eleições municipais. A enquete, devido à carência de instrumentos científicos, não afere bulhufas nenhuma, em particular a preferência do eleitor. Apenas anima as torcidas dos prováveis candidatos e infla os egos dos pesquisados. Quanto aos números tabulados, acredita quem quiser. A ilusão reacende esperanças nos períodos pré-eleitorais. O jogo da sucessão municipal vale de verdade depois das convenções. O resto é lorota!

 

OPÇÕES

O professor universitário e ex-candidato a governador Vinícius Miguel ainda não definiu o futuro político a seguir este ano. Há duas probabilidades: disputar as eleições municipais da capital ou ser candidato a reitor da Universidade Federal de Rondônia. Em ambos casos, é um nome com capilaridade política capaz de surpreender outros mais badalados. Nas eleições estaduais passadas, exceto o fenômeno Bolsonaro que catapultou um desconhecido coronel ao cargo de governador, Vinícius surpreendeu com a maior votação na preferência dos eleitores da capital. Uma opção em que o eleitor percebeu como renovação na política sem discursos ideológicos atrasados nem em desuso.

 

Vice, nunca!

O professor Vinícius avalia com tranquilidade as probabilidades eleitorais e, em uma conversa franca com este cabeça chata, a única decisão é que não vai aceitar proposta para coadjuvar campanha de ninguém. Há muitos convites para que ele aceite ser vice-prefeito. São convites oportunistas de olho gordo no eleitorado jovem que compreendeu as propostas do professor e a capilaridade acumulada nas eleições estaduais passada são credenciais suficientes  para pleitear o cargo de prefeito. Se vai repetir o mesmo desempenho, saberemos após as urnas apuradas. Nada adiantará os espertos fazerem as previsões cabalísticas contrárias. Se tiver juízo: vice, Vini, nunca!

AUTOR: RÓBSON OLIVEIRA –  JORNALISTA –  COLUNA RESENHA POLITICA

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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