Policial

Operação Samaúma recebe ainda nesta semana, lista com denúncias de grupos armados agindo no sul do Amazonas

Com base nesses relatos, nativos e lideranças que habitam ao longo das BR-319 e BR-364 com limites com o Amazonas pretendem, ainda nesta semana entregar ao Comando da Operação SAMAUMA ‘uma lista negra’

O emprego das Forças Armadas, mais uma vez, nesta parte do Estado amazonense, foi alvo de elogio, paz e segurança entre lideranças nativas que habitam os biomas do eixo que compreende toda a Bacia do Rio Purus.

De acordo com dirigentes de Associações de Produtores Rurais da Agricultura Familiar e de parte de terras indígenas, ‘a situação, com o aumento de invasões das terras públicas no Amazonas partindo dos vizinhos acreanos e rondonienses, a coisa só era contida com pelos militares’.

Esse é o pensamento que defendem dirigentes de entidades rurais ao longo da BR-319 e da BR-364, no lado amazonense, que, com insistência tem suas terras usurpadas por madeireiros, grileiros e fazendeiros a partir da tríplice divisa com os estados do Acre, Rondônia e Amazonas.

Com base nesses relatos, nativos e lideranças que habitam ao longo das BR-319 e BR-364 com limites com o Amazonas pretendem, ainda nesta semana entregar ao Comando da Operação SAMAUMA ‘uma lista negra’ com nomes de possíveis contatos de grupos que viriam atuando em extração ilegal de madeira, minérios e criação de ‘bois piratas’ em áreas atribuídas a Florestas Nacionais (FLONA) Mapinguari e Campos Amazônicos.

A região Sul de Canutama e Lábrea, no lado amazonense, comporta os biomas de fauna e flora mais cobiçados por invasores e que são, ao menos três décadas, são as áreas mais devastadas pelo avanço do agronegócio bovino e madeireiro. Além do roubo de essências naturais (Copaíba, Andiroba, Vick e Preciosa), que é também a mais visível face a impunidade de grupos armados comandariam invasões, ampliação de domínios de fazendas e madeireiras em terras públicas da União.

Por conta e risco de lideranças que saíram ilesas de tentativas de assassinato por grupos armados na defesa da ocupação de terras públicas, mansa e pacífica, a entrega de uma ‘Lista Negra’ ao Comando da Operação ‘Samauma deve apontar a ação de pistoleiros oriundos do Acre, Rondônia, Mato Grosso e do Sul do País, cuja atuação compreende fazendas nos ramais do BOI, Electra (Eletrônica), Mendes Júnior, região dos rios Ituxi, Iquiri, Curuquetê e Remansinho, áreas de proteção ambiental por Florestas Nacionais, atualmente, dominadas pro madeireiros e fazendeiros a partir dos distritos de Nova Califórnia, Extrema, Vista Alegre do Abunã, Velha Mutum e Jaci-Paraná, esses no lado de Porto Velho.

HISTÓRICO DE MATANÇA – Dois supostos médicos, ex-militares, políticos e servidores públicos, de acordo com a ‘Lista Negra’ a ser entregue ao Comando da Operação Samauma sob a responsabilidade das Forças Armadas, a partir desta segunda-feira (5), seriam os protagonistas da chacina na antiga Fazenda Shaloom (atual Fazenda Rondônia).

Na chacina morreram os sem terras Flávio Lima de Souza, Marinalva de Souza e Jairo Feitosa Pereira, no dia 14 de dezembro de 2017. O trio teria recebido ‘ordens’ da gerência da Unidade do INCRA, em Humaitá, a 200 quilômetros da Capital Porto Velho (RO), para tirar as coordenadas das áreas destinadas ao prolongamento do PA São Francisco, no Sul de Canutama.

– Nunca mais foram vistos, nem os corpos foram encontrados, afirmam nativos dos rios Azul, Açuã e Mucuim.

Do conteúdo que conteria a suposta ‘Lista Negra’, os comunitários amazonenses, também, irão informar os militares a atuação de um grupo de servidores do INCRA de Humaitá que atuaria na elaboração de declarações de posse, facilitação de documentação pública para entrega de terras públicas no Sul de Lábrea, Canutama, região da Bacia do Rio Purus e Apuí, ao longo das BR-319 e Transamazônica.

FONTE: NEWS RONDÔNIA

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