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Juiz diz que gravação de ex-diretor da Petrobras não estava sob sigilo

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O conteúdo dos interrogatórios do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e do doleiro Alberto Youssef, que abriram o jogo em relação ao funcionamento do esquema de propina na estatal para abastecer os caixas de PT, PMDB e PP, não está legalmente protegido por sigilo. Ontem, a divulgação das informações foi classificada por Dilma Rousseff (PT) como “estranha” e “estarrecedora”. De maneira equivocada, a petista embarcou no discurso do próprio partido de que houve vazamento para uso eleitoral. Sem citá-la nominalmente, a Justiça Federal do Paraná rebateu a presidente por meio de nota oficial.

“As referidas ações penais (10 ao todo) não tramitam em segredo de Justiça e, portanto, por força dos mandamentos contidos nos artigos 5°, inciso LX, e 93, inciso IX da Constituição Federal de 1988, estão sujeitas ao princípio da publicidade. Os interrogatórios foram realizados em audiência pública, acessível a qualquer pessoa”, explica a nota assinada pelo juiz federal diretor do Foro da Seção Judiciária do Paraná, Nivaldo Brunoni.

Em coletiva de imprensa, no Palácio da Alvorada, Dilma repetiu o discurso da campanha. “Sei que essas informações estão ainda sob sigilo e eu pedi essas informações, então eu acho muito estranho e estarrecedor que, no meio da campanha eleitoral, façam esse tipo de divulgação”, afirmou.

O candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, aproveitou o caso para ironizar Dilma Rousseff.  “A presidente deu uma declaração de que acha estarrecedor o vazamento desses depoimentos. Eu considero estarrecedor esses depoimentos, essa confissão de crime cometido sucessivamente e de forma contínua ao longos dos últimos 12 anos. Assaltaram a maior empresa brasileira”, afirmou Aécio.

 

 

Fonte: Correio Braziliense

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