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Japão descobre nova variante do coronavírus, com mais de 90 casos registrados

Nova cepa possui mutação E484K na proteína “spike” do vírus, que pode prejudicar a eficácia das vacinas contra a Covid-19

As autoridades sanitárias japonesas descobriram mais de 90 casos de uma nova variante do coronavírus, afirmou o porta-voz do governo nesta sexta-feira. A nova cepa possui a mutação E484K na proteína “spike” do vírus, que foi encontrada em outras variantes, o que pode prejudicar a eficácia das vacinas.

Ela foi identificada em 91 casos na área de Kanto, no leste do Japão, e em 2 casos em aeroportos, disse o secretário-chefe do gabinete, Katsunobu Kato. O governo está aumentando a vigilância contra as variantes, pois podem ser mais resistentes aos imunizantes, que o Japão começou a administrar esta semana.

— Pode ser mais contagiosa do que as cepas convencionais e, se continuar a se espalhar internamente, pode levar a um rápido aumento de casos — disse Kato.

Acredita-se que a variante tenha vindo do exterior, mas é diferente daquelas que se originaram no Reino Unido e na África do Sul, de acordo com um relatório anterior do jornal Mainichi, que citou como fonte o Instituto Nacional de Doenças Infecciosas do Japão.

O Japão notificou 151 casos somando as variantes do Reino Unido, África do Sul e Brasil, segundo o Ministério da Saúde. O país registrou mais de 400 mil casos de Covid-19, com 7.194 mortes.

Surto em centro de imigrações

Também nesta sexta-feira, um centro de imigração de Tóquio relatou que 5 funcionários e 39 estrangeiros detidos testaram positivo para a Covid-19.

Todos os 130 detidos na instalação foram testados para a doença, de acordo com um porta-voz do Escritório Regional de Imigração de Tóquio. Nenhum dos casos é grave e todos os infectados permanecem em quarentena. O representante não quis comentar sobre a nacionalidade dos infectados, citando questões de privacidade.

O sistema de detenção do Japão para violadores das leis de imigração e requerentes de asilo tem sido amplamente criticado por seus padrões médicos, monitoramento de detidos e resposta a emergências.

FONTE: O GLOBO

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