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Parceria entre app de transporte e projeto social ajuda mulheres vítimas de violência no Brasil

Canal de comunicação da 99 já conectou mais de 600 pessoas ao projeto Justiceiras, liderado pela promotora de Justiça Gabriela Mansur

Segundo dados do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos do Governo Federal, o isolamento social foi responsável por um aumento de cerca de 40% em denúncias de violência doméstica feitas pelo canal 180. O Brasil ocupa, hoje, o quinto lugar em casos de agressão contra mulheres no mundo.

Diante dos dados e olhando para boa parte de seu quadro de colaboradores formado por mulheres e para as cerca de 60% usuárias da plataforma, em março deste ano, a 99, empresa de tecnologia ligada à mobilidade urbana, firmou parceria com o projeto Justiceiras, uma rede de apoio a mulheres vítimas de violências, que atua em todo território nacional e foi criada em 2020 pela promotora de Justiça Gabriela Mansur.

Juntos, a 99 e o projeto Justiceiras ampliaram a participação na luta contra a violência doméstica e viabilizaram um canal de comunicação que conecta mulheres à ação social. Até o mês de junho, o sistema registrou 605 ocorrências espalhadas pelo Brasil. Inicialmente, a parceria ocorrerá até o final de 2021.

“Durante o ano passado, com a pandemia, entendemos que era nosso papel, também, facilitar o deslocamento das vítimas de violência até uma delegacia e, avaliando os números, tomamos a iniciativa de conectar mais uma ponta deste processo, que é a de auxiliar as vítimas com apoio especializado, para que possam superar o ciclo de violência”, explica a diretora de operações e produtos da 99, Livia Pozzi.

O estado de São Paulo, com 157 casos, liderou o ranking. Rio de Janeiro (83), Minas Gerais (55), Amazonas e Paraná (ambos com 30) completaram a lista com os cinco estados brasileiros com o maior número de casos de agressões contra mulheres registrados no formulário presente na plataforma da 99.

Mas, essa não foi a primeira acessão da 99 em prol da mulher. Para estimular denúncias de agressão, em 2020 a companhia de transporte por aplicativo já havia subsidiado 20 mil corridas gratuitas para todas as Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs) existentes no país.

App 99: Canal de acolhimento a mulheres vítimas de violências

Desde março deste ano, ao abrir o aplicativo da 99 e clicar na Central de Segurança, a mulher tem acesso a um formulário que direciona o caso para a equipe das Justiceiras.

Após receber esse formulário virtual e realizar uma análise multidisciplinar, feita por psicólogas, advogadas e médicas voluntárias, é iniciado o contato e o acolhimento. O grupo também auxilia as vítimas a protocolarem o caso junto ao Ministério Público. Mulheres trans também são beneficiadas.

Mais Mulheres na Direção
Tanto o canal de acolhimento às vítimas de violência doméstica quanto o subsídio das corridas fazem parte do movimento “Mais Mulheres na Direção” da 99, que conta com iniciativas focadas no público feminino, seja ela passageira, motorista parceira ou colaboradora da 99.

O movimento busca parcerias com empresas e entidades para oferecer suporte às mulheres a ter acesso a recursos e programas de combate ao assédio e recolocação profissional.

Como denunciar o agressor?
De acordo com a Lei Maria da Penha, esse tipo de violência é caracterizado por ação ou omissão que cause morte, lesão, sofrimento físico, sexual ou psicológico da mulher. Danos morais ou patrimoniais a mulheres completam a lista.

Em todo o Brasil, as denúncias de violência doméstica podem ser feitas pelos números 180 e 100. Ambas ligações são gratuitas. Também é possível denunciar pelo site da Ouvidoria Nacional dos Direitos Humanos, do Governo Federal.

FONTE: R7 CONTEÚDO

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