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EDUCAÇÃO: O Governo da cooperação e a Democracia de Faz de Conta

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O governador Confúcio Moura costuma pregar que seu governo é democrático e que ouve as opiniões da população, sempre que precisa tomar alguma decisão importante, pois não aceita as imposições. O governo, através de setores como a SEDUC, até cria normas para fazer propaganda da Gestão Democrática, mas tudo não passa de um faz de conta. Na prática, o governo atropela todo mundo quando quer executar suas conveniências administrativas, sem levar em conta a opinião de ninguém, como é o caso do processo de Reordenamento Escolar no município de Ministro Andreazza.

Os pais de alunos e profissionais lotados na escola estadual Nilo Coelho, única escola da rede estadual no município, estão indignados com as últimas atitudes da Coordenação Regional de Ensino de Cacoal, à qual a escola está subordinada administrativamente. O problema é que a Coordenadora de Ensino esteve nesta segunda-feira no município e determinou que o reordenamento será feito na escola e que não adianta ninguém discutir. O Decreto Nº 20.070, de agosto de 2015, assinado pelo governador Confúcio Moura estabelece que “3º ) Assinatura do Termo de Cooperação Técnica: estabelecerá o regime de cooperação pela secretaria de estado da educação e prefeitura Municipal, o qual observará as peculiaridades de cada município, conforme modelo de encargos – CRE/Município. 4º) Realização das reuniões: a) realizar reuniões com escolas a serem reordenadas, Conselho Escolar, Conselho Tutelar, pais de alunos e demais atores envolvidos no processo, assegurando sempre o registro em ata – CRE; e b) Oficialização à Prefeitura, Ministério Público e outros, quanto às decisões registradas em ata concernentes ao reordenamento no Município.”

A Coordenadora Regional de Ensino, em nome do governador, simplesmente ignorou o conteúdo do documento e está fazendo as coisas da maneira como bem entende, fato que pode causar prejuízos incalculáveis aos estudantes e às famílias de Ministro Andreazza, já que o município vive uma grave crise administrativa e não se sabe quando terá fim. O prefeito do município pediu afastamento do cargo e não se sabe quando ele voltará, mas nos bastidores os comentários são no sentido de que ele está sendo obrigado a renunciar ao cargo, por políticos locais.

Os pais de alunos matriculados na escola estadual Nilo Coelho afirmam que seus filhos serão prejudicados, caso tenham que mudar para a rede municipal, porque é comum no município as aulas serem encerradas no final do terceiro bimestre, como está previsto atualmente. Este calendário prejudica sensivelmente os alunos, uma vez que muitos conteúdos deixam de ser ministrados e a qualidade de ensino acaba comprometida. Essa forma truculenta de fazer educação está muito distante de ser aquilo que prega o governador, quando visita os municípios do interior, mas muitas pessoas o consideram um político democrático.

Curiosamente, o Sindicato dos Trabalhadores da Educação, que também tem obrigação de zelar pela qualidade do ensino, tem assistido tudo calado e a Coordenadora de Ensino de Cacoal fez campanha declarada para a candidata que venceu as eleições do sindicato no início deste mês. Como a presidente eleita para comandar o SINTERO exerce o cargo de Diretora Regional do SINTERO em Cacoal e Ministro Andreazza, ela deveria combater injustiças como esta, mas como é muito aliada da Coordenadora de Ensino de Cacoal, talvez ela tenha se mantido calada para não desagradar sua aliada de campanha, postura completamente incompatível com a promessa de mudar com responsabilidade, ideia defendida até poucos dias atrás pela chapa vencedora das eleições. Por causa de fatos como estes é que a educação de nosso estado sofre muitos prejuízos, enquanto a omissão impera.

Da Redação Folha

 

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Gomes

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