Cidades

Prefeito Hildon Chaves diz a site do interior que de 45 a 60 dias toda população pode estar imunizada

O prefeito de Porto Velho, Hildon Chaves (PSDB), conversou com a reportagem do Extra de Rondônia, na manhã desta quinta-feira, 08, por telefone, ocasião em que discorreu por mais de uma hora sobre vários assuntos.

400 MIL DOSES DE VACINAS

Ele começou a conversa falando a respeito da aquisição de 400 mil doses da vacina da Astra Zênica compradas pelo Município, numa ação de vanguarda entre cidades e estados brasileiros, sendo Porto Velho a primeira a tomar tal medida.

“Foi uma ação arrojada, porém cercada de total segurança e com toda cautela. Adquirimos o produto de um fundo de investimento americano, com recursos de origem mista, contando inclusive com doação da empresa Natura”, detalhou o mandatário da capital.

Ele explicou que neste momento estão sendo obedecidos diversos protocolos de fiscalização desde a origem da vacina, que está estocada no Reino Unido, até as nacionais, incluindo da própria prefeitura de Porto Velho.  Chaves calcula que todo o trâmite deverá estar concluído em duas semanas, no máximo.  “Aí começaremos imediatamente a vacinação”, anuncia.

O prefeito assegura que o lote de 400 mil doses será entregue direto ao Município, e não ao SUS, portanto, toda a vacina será aplicada na capital.

Em princípio serão duzentas mil pessoas imunizadas com as duas doses. “Mas podemos rever isso, aplicando em mais pessoas a primeira dose, desde que tenhamos a garantia do Estado e do governo federal de ter a segunda dose”, pontuou.

Hildon está otimista com relação a vacinação da população e acredita que, se tudo der certo, e com os esforços do Município, Estado e União, é possível que todos estejam imunizados em 45 a 60 dias.

POLÊMICA DA EMPRESA DE TRANSPORTE

Sobre a polêmica do subsídio a empresa de transporte coletivo, Chaves assegura que a medida não foi tomada para beneficiar a firma e muito menos prejudicar os demais segmentos que oferecem os serviços à comunidade.

“Pensamos primeiro em garantir transporte público ao povo, pois existe parcela considerável da população que só tem nestes coletivos seu meio de transporte. Acontece que a empresa vem tendo queda no número de usuários em virtude, não da concorrência formal, mas dos piratas, e está com sus atividade inviabilizada. Temos em Porto Velho um público de 4.000 pessoas por dia que é isento da tarifa, caso de idosos, portadores de necessidades especiais e estudantes.  Se a empresa for embora, essa população fica a pé.  O subsidio segue em parte modelos que existem no mundo a fora e será escalonado na medida em que as empresas recuperem seu público”, explicou.

FUTURO POLÍTICO

O prefeito também comentou o momento político e seu projeto para o futuro. “Eu permanecerei na vida enquanto tiver suporte popular. Não tinha projeto de disputar a reeleição, mas não podia deixar Porto Velho neste momento de pandemia.  Imaginem só una cidade desse porte ter que reestruturar o sistema de saúde em meio a esta situação? Seria muito complicado”, argumentou.

Ele elencou ações desenvolvidas nas áreas de agricultura, infraestrutura, habitação e muitas outras, exemplificando o caso da pavimentação urbana, que historicamente não passava de 40 quilômetros por gestão e, em seu primeiro mandato, chegou a 250.

“Estabelecemos um novo parâmetro de gestão e colocamos por terra o paradigma de que a prefeitura de Porto Velho é uma espécie de cemitério de carreiras políticas. Isso tudo somado a una política de austeridade com relação a folha de pagamento, diminuindo o número de servidores comissionados com relação ao mandato do antecessor e o resgate do crédito do Município, que hoje está entre as oito capitais brasileiras com as contas em dia o credenciam a ter projeto político”, assevera.

Contudo, disse que o momento não é para se falar sobre isso e devemos focar na saúde.  “Mas posso dizer que, para mim, há três destinos possíveis no ano que vem: concluir o mandato, disputar o governo ou uma vaga ao Senado.  O resto está fora de cogitação”, analisa.

CESTAS BÁSICAS

Antes de concluir a entrevista, Hildon Chaves anunciou com exclusividade através do Extra de Rondônia que o Município está em processo de finalização de licitação para compra de 5.000 cestas básicas no valor de R$ 100,00 cada para distribuir às famílias de baixa renda nos próximos meses.

“É o que podemos fazer para dar um reforço ao auxílio que o governo federal está disponibilizando à população mais vulnerável, e, somada a ações pontuais, estaremos dando um alento a cerca de 25.000 porto-velhenses que estão em situação difícil “, finalizou.

FONTE: EXTRA DE RONDÔNIA / OOBSERVADOR.COM

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