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Taxa de desocupação de rondônia é a sexta do País- Por Silvio Persivo

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TAXA DE DESOCUPAÇÃO DE RONDÔNIA É A SEXTA DO PAÍS

Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), do terceiro trimestre de 2020, teve uma variação na taxa de desocupação em Rondônia de 3,2% em relação ao 3º trimestre de 2019, passando de 8,2% para 11,4%. Em comparação ao 2º trimestre deste ano, a variação foi de 0,8%. Em termos nacionais a taxa  de desocupação de Rondônia ocupou a sexta posição, ficando atrás de Santa Catarina (6,6%), Mato Grosso (9,9%), Paraná (10,2%), Rio Grande do Sul (10,3%) e Pará (10,9%).  Em números absolutos, no terceiro trimestre de 2019, havia 72 mil desocupados em todo o estado. Já no mesmo período deste ano, havia 92 mil desocupados. Entre o segundo e terceiro trimestres de 2020, o aumento de desocupados foi de cinco mil pessoas. Das 712 mil pessoas ocupadas em Rondônia no terceiro trimestre deste ano, 59,1% eram empregados (421 mil trabalhadores), 33,1% (236 mil) eram trabalhadores por conta própria, 5,2% (37 mil) estavam no grupo de trabalhador familiar auxiliar e 2,5% (18 mil) eram empregadores. Rondônia é a quarta Unidade da Federação com maior proporção de trabalhadores por conta própria.

BIOECONOMIA DEVE SER UMA AGENDA PRIORITÁRIA

Segundo o presidente da Federação das Indústrias de Rondônia (FIERO) e do Conselho Temático de Meio Ambiente e Sustentabilidade da CNI, Marcelo Thomé, que participou na última quinta-feira, 26, de um painel do fórum sobre bioeconomia realizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), a bioeconomia representa uma das agendas prioritárias de desenvolvimento industrial para o Brasil.  “Não apenas pelas oportunidades econômicas que esta agenda nos oferece em seus diversos segmentos como fármacos, cosméticos, energias renováveis, biocombustíveis, dentre outros. Mas pela necessidade de avançarmos numa agenda de uma produção industrial sustentável que dialoga com a agenda de conservação dos biomas brasileiros, e em especial, o Amazônico”, explicou. A apresentação da agenda promovida pela CNI reafirma um dos compromissos do setor industrial em fortalecer e avançar em processos produtivos sustentáveis a partir dos insumos obtidos nos diversos biomas existentes no Brasil.   Thomé defendeu que o desenvolvimento de processos produtivos a partir da bioeconomia, necessariamente passam pela identificação e mapeamento das vocações regionais, de cada um dos biomas e das características e diversidade das riquezas culturais das populações tradicionais de cada uma das regiões. “

GOVERNO ESTUDA NOVA LIGAÇÃO COM O PERU PELO ACRE

O governo federal decidiu levar adiante projeto para abrir uma nova estrada na Amazônia. O traçado passaria uma área de proteção integral, o Parque Nacional da Serra do Divisor, na fronteira com o Peru – hoje, dono da maior biodiversidade de toda a região. O estudo da nova rodovia está em análise pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), órgão ligado ao Ministério da Infraestrutura que cuida das estradas federais. O objetivo é abrir um traçado de 152 quilômetros de rodovia do município de Cruzeiro do Sul, no Acre, até a fronteira brasileira com o país vizinho. Do lado peruano, a rodovia se ligaria à cidade de Pucallpa. Em defesa do projeto, que daria continuidade à BR-364, uma das maiores estradas federais do país, o governo afirma que esta seria uma nova rota para escoamento rodoviário de produção por meio do Oceano Pacífico. Em setembro, o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, participou de um evento para tratar do assunto e disse que o Itamaraty atua para acelerar o plano de integração. Já existe uma rota ligando Brasil e Peru. Em 2010, foi concluída a Estrada do Pacífico, a partir de Rio Branco (AC) e que dá acesso à região sul do Peru. Levantamentos recentes mostram que ainda é muito reduzido o fluxo de mercadorias na região.

EM BUSCA DE UM ANO HISTÓRICO 

Segundo o Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), o Brasil, em outubro, efetuou a contratação líquida de 395 mil pessoas com carteira assinada. Foram 1,55 milhão de admissões contra 1,15 milhão de desligamentos no período. É o melhor resultado de todos os meses em 28 anos (desde o início da série histórica, em 1992). Este foi o 4º mês seguido com resultado positivo no mercado formal, depois de 4 meses consecutivos de queda. O desemprego geral, medido pelo IBGE, no entanto, mostra aumento da desocupação, na medida em que mais pessoas buscam por uma vaga de trabalho. Já o  ministro da Economia, Paulo Guedes, avalia que os dados apontam para uma retomada da economia em “V” –com recuperação tão rápida quanto a queda. “Nós não perdemos o rumo. Nós levantamos e estamos criando empregos em alta velocidade. Podemos chegar ao fim do ano com zero de perdas no mercado formal”, disse o ministro. “Se terminarmos o ano com zero perdas no mercado formal, terá sido um ano histórico para a economia brasileira”. No ano, houve fechamento de 171.000 vagas. O país tem 38,6 milhões de pessoas com empregos formais.

SÁLARIO MINIMO SERÁ MAIOR DO QUE ESPERADO 

O Governo Federal, por meio do Ministério da Economia, confirmou a estimativa do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de 2020. Agora, o valor passou de 2,35% para 4,10%. O indicador é utilizado para reajustar o valor do salário mínimo. Caso se confirme, o piso salarial passará de R$ 1.045,00 para R$ 1.087,85 em 2021. Ou seja, um aumento de R$42,85.

Antes, em abril, o Governo propôs que o piso salarial em 2021 seria de R$ 1.079,00. Com o valor levando em consideração o INPC de 3,29%. Em 31 de agosto, quando o Governo enviou a proposta de orçamento para 2021, o Governo Bolsonaro propôs um salário de R$1.067,00 para 2021, ou seja, deixando o piso nacional sem aumento real pelo segundo ano seguido. O valor de R$ 1.067,00 leva em conta uma alta de 2,09% do INPC. Como a Secretaria de Política Econômica do Ministério da Economia revisou os índices, agora,  com um INPC de 4,10%, se elevou, assim, a estimativa do salário mínimo para o 2021 em R$ 42,85 em relação ao valor deste ano. Em setembro, a estimativa da secretaria era um INPC de 2,35%.

AUTOR: SÍLVIO PERSIVO –  COLUNA TEIA DIGITAL

  • A opinião dos colunistas colaboradores não reflete a opinião da Folha Rondoniense

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