Agronegócio

Empresa nacional pioneira em manejo integrado de pragas lança solução biológica única para controle da ‘mosca-branca’

Promip tem como investidores o Desenvolve SP, a Fapesp e a Finep, o Sebrae e o Banco de Desenvolvimento da AL; agentes macrobiológico

e microbiológico melhoram o controle da praga, que transfere perdas potenciais superiores a 50% aos cultivos mais estratégicos do agronegócio brasileiro

 

Com duas biofábricas no Estado de São Paulo, a brasileira Promip quer revolucionar o tratamento-padrão de controle do inseto mosca-branca (Bemisia tabaci) nas lavouras, já na safra (2021-22). A empresa desenvolveu uma estratégia de manejo da praga, ancorada em dois agentes biológicos: um ácaro predador e um fungo entomopatogênico. Incorporados a técnicas de manejo integrado de pragas (MIP), diz a Promip, esses organismos controlam à mosca-branca com mais efetividade, inclusive populações resistentes a ingredientes ativos químicos.

“O ácaro predador, macrobiológico, consome ovos e ninfas de primeiro ‘instar’ da mosca-branca (1,5 mm a 2 mm de comprimento), enquanto o fungo, microbiológico, ataca ninfas e adultos da praga”, resume Marcelo Poletti, engenheiro agrônomo, cofundador e CEO da Promip. A mosca-branca está presente nos principais cultivos do País nos dias de hoje, incluindo feijão, soja, algodão e hortifruticultura. “Não controlada, ela ocasiona quebras superiores a 50% em uma lavoura”, acrescenta Poletti.

Conforme o executivo, o ácaro predador, de nome Amblyseius tamatavensis, e o fungo Beauveria bassiana formam a base dos produtos Amblymip® e Bovemip®, respectivamente, ambos do portfólio da empresa. O CEO enfatiza ainda que Amblymip® constitui o primeiro e único biodefensivo macrobiológico registrado no Brasil específico para controle de mosca-branca.

“A mosca-branca desenvolveu resistência a ingredientes ativos de agroquímicos. Consequentemente, a contenção da praga tornou-se mais complexa. Não há hoje outro meio mais efetivo para controlar esse inseto do que o MIP, ancorado na aplicação combinada de inseticidas químicos e bioinsumos”, exemplifica Poletti. “A técnica do MIP evoluiu em todo o mundo nas últimas décadas, a ponto de se firmar como um pré-requisito de base nas avaliações de sustentabilidade da produção agrícola”, finaliza Marcelo Poletti.

 

Origem e avanço – Aberta em 2006, a Promip começou a operar numa sala de 30 m² da incubadora de empresas Esalqtec, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (USP), na paulista Piracicaba. Hoje, emprega mais de 120 colaboradores na região de Campinas (SP). A empresa possui um Centro de

Inovações, instalado na cidade de Conchal, com 100 hectares, e uma Fazenda Modelo, na vizinha Engenheiro Coelho, que ocupa 60 mil m². De acordo com Poletti, a Promip tornou-se a primeira empresa a receber investimento do Fundo de Inovação Paulista, cujos cotistas são o programa Desenvolve SP (Governo do Estado), a Fapesp, Finep e o Sebrae, além do Banco de Desenvolvimento da América Latina e o ‘Jive’.

Voltada à identificação, produção e comercialização de inimigos naturais de pragas, com origem macrobiológica e microbiológica, a Promip distribui um portfólio de 12 biodefensivos. Seus clientes são agricultores, grandes grupos agrícolas e companhias de agroquímicos. Além de bioinsumos, a empresa oferta mais de 30 tipos de pesquisas agrícolas, atrelados a eficácia e viabilidade econômica do MIP, manejo de resistência de pragas a defensivos agrícolas e biológicos e organismos geneticamente modificados (OGMs).

FONTE: ASSESSORIA BUREAU NETWORK FORCE

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